Datafolha: Flávio Bolsonaro tem 43% e Lula 30% entre eleitores de Zema, Renan, Caiado e Cury
Recorte mostra como apoiadores de candidaturas alternativas do primeiro turno se dividem em uma eventual disputa entre os dois
Segundo o Datafolha, Flávio Bolsonaro tem 43% e Lula 30% na simulação de segundo turno entre os eleitores de Zema, Renan Santos, Caiado e Cury, com 26% de brancos e nulos. Porém, esse recorte não reflete o cenário geral, no qual os candidatos empatam tecnicamente com 46% para Lula e 44% para Flávio. O empate técnico também se repete entre os eleitores não alinhados a nenhum dos dois polos, segmento em que o senador marca 39% e o petista registra 33%.
Uma análise do Datafolha divulgada nesta quarta-feira (23) mostra como eleitores de Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) se distribuiriam em um eventual segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT).
Quando os quatro grupos são considerados em conjunto, Flávio registra 43% das intenções de voto. Lula soma 30%. Outros 26% afirmam que escolheriam branco, nulo ou nenhum dos dois. A margem de erro desse recorte é de quatro pontos percentuais.
Os números foram calculados a partir de duas pesquisas realizadas pelo instituto entre 8 e 10 e 15 e 17 de setembro de 2026. Somados, então, os levantamentos reuniram 4.003 entrevistas presenciais com eleitores de 16 anos ou mais em todas as regiões do país.
Como se dividem os eleitores de cada candidato na Datafolha?
Entretanto, as diferenças mudam conforme o candidato escolhido no primeiro turno. Entre os eleitores de Zema, 48% indicam Flávio Bolsonaro para uma eventual segunda etapa, enquanto 25% escolhem Lula. Outros 27% dizem que votariam em branco ou nulo. A margem específica desse grupo é de 11 pontos.
No eleitorado de Renan Santos, Flávio aparece com 43% e Lula com 22%. Brancos e nulos somam 34%. Nesse caso, a margem de erro é de dez pontos percentuais. Já entre os apoiadores de Caiado, os percentuais ficam em 43% para Flávio e 30% para Lula. A margem de oito pontos faz com que os intervalos das duas candidaturas se sobreponham.
Além disso, o cenário =é mais próximo entre os eleitores de Augusto Cury. Flávio registra 41%, enquanto Lula soma 35%. Outros 23% optam por branco ou nulo. A margem desse segmento é de seis pontos percentuais.
Cenário geral tem empate técnico
O resultado é diferente quando o levantamento considera o conjunto do eleitorado. Na simulação geral de segundo turno, Lula aparece com 46% e Flávio Bolsonaro com 44%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados. Brancos e nulos representam 8%, enquanto 1% se declara indeciso.
Os dados também indicam pouca mudança entre os eleitores dos dois candidatos. Lula mantém 98% daqueles que já declaravam voto nele no primeiro turno. Flávio conserva 99% de sua própria base. Em ambos os grupos, 1% afirma que migraria para o adversário.
E entre os eleitores não alinhados?
Entre aqueles que dizem não se identificar nem com o bolsonarismo nem com o petismo, Flávio registra 39% e Lula, 33%. A margem de erro desse grupo é de quatro pontos percentuais, o que coloca os dois dentro do intervalo de empate técnico.
Nesse segmento, 25% afirmam que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos. Outros 2% permanecem indecisos.
Assim, os 43% a 30% destacados no recorte não representam o eleitorado brasileiro como um todo. O dado se refere especificamente à soma dos eleitores de Zema, Renan Santos, Caiado e Augusto Cury nas pesquisas consideradas.
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