Damares lamenta derrota de Flávio e diz que é hora de 'enxugar as lágrimas e trabalhar'
Senadora afirmou que não participará de manifestações contrárias à reeleição do presidente Lula
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) publicou um vídeo nas redes sociais lamentando a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial, mas afirmando que é necessário, neste momento, "enxugar as lágrimas e trabalhar".
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"Foi difícil subir no trio, cumprimentar os nossos apoiadores, abraçar a governadora [Celina Leão] e descer chorando. Vim para casa chorando. Não conseguia falar com vocês. Eu moro na Asa Norte, onde temos muitos petistas e o bairro [estava] em festa, e eu chorando. Hoje de manhã foi difícil, mas a tarde tive que enxugar as lágrimas e vir trabalhar porque eu tinha reuniões agendadas", disse a parlamentar.
De acordo com Damares, ela recebeu muitos questionamentos sobre onde estaria após a derrota de Flávio e, por isso, ela decidiu compartilhar seu paradeiro com os seguidores. Ela relatou que viveu um "mix de emoções" e que foi uma noite "estranha", apesar da vitória de Celina Leão para o governo do Distrito Federal.
"Eu tinha tanta certeza que a gente ia ganhar essa eleição, eu programei toda minha semana. Eu tenho muitos compromissos agendados no Senado. [...] Eu tinha tanta certeza que estaria vitoriosa que eu não desmarquei nenhum compromisso. Foi difícil chegar no gabinete, encarar os assessores, mas eu cumpri a minha missão", afirmou.
A senadora acrescentou, ainda, que estava preocupada com a segurança de Flávio. O vídeo foi publicado nas redes sociais antes do ex-candidato à presidência "desaparecer" em meio a suspeitas de que ele teria fugido do Brasil. Ela também declarou que quer garantir que os colegas do Senado tomem posse.
"Se Flávio não pode sair do Brasil porque está sendo investigado no processo do filme e as relações dele com aquele advogado, Lulinha tem que voltar para o Brasil também e o passaporte dele tem que ser apreendido, porque os crimes que Lulinha está sendo acusado são bem piores. Na configuração atual, somos minoria, mas, em fevereiro de 2027, seremos maioria. Todos os meus colegas eleitos precisam ser diplomados para a gente ter um Senado totalmente conservador", complementou.
Por fim, Damares destacou que não pretende se envolver em protestos ou manifestações envolvendo a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
"Estou decepcionada, mas eu estou trabalhando. Está todo mundo dizendo: 'E os protestos, as manifestações na rua?' Não vou participar disso e não recomendo isso, acho que nosso trabalho agora terá que ser mais técnico. Temos que fazer entregas para o Brasil. Estou aqui firme", concluiu.
Aliado diz que senador foi para os Estados Unidos
O senador Flávio Bolsonaro (PL) saiu do Brasil e a caminho dos Estados Unidos através de um voo particular que saiu da Argentina. A informação inicial foi divulgada pelo jornal argentino InfoBae, um dos maiores e dos mais confiados pela população do país, e confirmada por um aliado do filho 01 de Jair Bolsonaro (PL) e por um fonte do governo norte-americano em entrevista à Reuters.
A assessoria de Flávio, porém, ainda não se manifestou sobre a suposta evasão do ex-candidato à Presidência. A Reuters não confirmou com quem o senador viajou aos EUA, mas apurou com uma terceira fonte que as duas filhas do parlamentar não foram para as escolas que cada uma delas estuda em Brasília nesta terça.
Ontem, em vídeo publicado em suas redes sociais após ser intimado para entregar seu passaporte em 24 horas, Flávio negou ter a intenção de deixar o Brasil e disse que ficaria no país para, segundo ele, organizar a oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito no domingo ao derrotar o senador no segundo turno da eleição presidencial.
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