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Da boca pra fora: será que você sofre de mau hálito?

Sangramento e inchaço na gengiva é sinal de alerta, mas o problema que afeta milhões de brasileiros ainda é tratado com descaso.

24 nov 2017 - 16h15
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A origem do mau hálito pode passar pelo hábito do jejum prolongado, por hábitos alimentares inadequados, placas bacterianas retidas na língua e baixa produção de saliva, por exemplo. Para se ter uma ideia do tamanho do problema de saúde pública, segundo a Associação Brasileira de Halitose (ABHA), cerca de 30% da população, uma média de 50 milhões de brasileiros, sofrem de halitose. Sintoma de que algo está em desequilíbrio no organismo, se não tratada, essa alteração pode se tornar problema crônico.

Foto: DINO

Ainda envolto em tabu, é normal as pessoas sentirem-se constrangidas por não saberem abordar o assunto, seja para ajudar alguém próximo a detectar o problema - segundo a fadiga olfatória, é normal o indivíduo desconhecer a condição - ou, ainda, buscar orientação sobre como eliminar o desconforto da própria rotina.

Assunto multidisciplinar, profissionais de saúde apontam que, em média, 90% dos casos de halitose são de origem bucal e, tanto o diagnóstico como o tratamento são de responsabilidade de um dentista. A título de curiosidade, apenas 2% dos casos de halitose têm como fonte os problemas de estômago.

Atenção com a gengiva

Segundo a Dra. Elisângela Dallazen, as doenças da gengiva são a segunda maior causa da halitose. O sangue que fica na boca pode estar causando o mau cheiro. De acordo com a especialista, a halitose não é uma patologia, mas o sangramento gengival é um problema com o qual algumas pessoas convivem por anos, sem considerar que possa ser indício de algo mais sério.

"A gengiva é um dos tecidos de sustentação do dente, responsável por proteger estrutura óssea contra bactérias. Sua aparência deve ser rosada e capaz de aguentar traumas como a mastigação e a escovação sem desencadear qualquer sinal de sangue. Na maioria dos casos, quando esses ferimentos surgem, isso costuma ser decorrente de hábitos de higiene incorretos", explica.

Com a limpeza inadequada da boca, a placa bacteriana se acumula e calcifica causando o tártaro, crosta que apenas o cirurgião dentista consegue remover. E nos casos que essa remoção não é realizada, as bactérias começam a liberar toxinas que inflamam a gengiva. "A gengivite é o estágio inicial da doença periodontal que, quando não tratada, pode evoluir para a periodontite, cujo principal sinal é o rompimento das fibras que unem a gengiva ao dente e ao osso de suporte. Nessa fase é mais comum que o mau hálito se desenvolva", acrescenta.

Estética

Para a Dra. Elisângela Dallazen, ignorar a realidade pode trazer muitos prejuízos para quem não tomar nenhuma providência a respeito. "Além das relações afetivas e profissionais serem cada vez mais abaladas, a presença de sangue na boca pode impossibilitar qualquer tipo de tratamento estético", sinaliza.

Em procedimentos como clareamento, facetas de porcelana ou "plástica gengival", por exemplo, é imperativo que o paciente apresente uma boa saúde gengival. "É normal que, nos dias de hoje, o anseio pela estética seja maior que a atenção com a manutenção da saúde. No entanto, poucas pessoas imaginam que, para iniciar qualquer procedimento que vise a beleza dos dentes, é preciso avaliar, antecipadamente, as condições da boca", destaca a especialista.

Por que o mau hálito matinal não deve preocupar?

Segundo a especialista, o mau hálito matinal é conhecido como halitose fisiológica. "Durante o sono a produção de saliva cai para níveis mínimos, causando a putrefação de células descamadas da mucosa bucal, causando odor desagradável. No entanto, a halitose fisiológica é uma questão transitória, geralmente controlada com uma boa higiene bucal pela manhã", esclarece a Dra. Elisângela Dallazen.

Dicas para evitar a halitose:

• Realizar higiene bucal adequada (incluindo limpeza da língua) evitando o uso de soluções para bochecho com álcool na composição;

• Visitar o dentista semestralmente, prevenindo assim problemas dentários e gengivais, como tártaro e sangramentos;

• Realizar exames de saúde geral (check-up) anualmente;

Website: http://www.elisangelaodonto.com.br

DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra
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