Cuidados com a pele madura: protocolos e orientações para os 50 anos
Alterações hormonais e redução de colágeno demandam adaptações na rotina de higienização, hidratação e proteção cutânea
A partir dos 50 anos, a pele apresenta transformações estruturais decorrentes da redução na velocidade de renovação celular e da queda acentuada na produção de colágeno. Nas mulheres, o período da menopausa interfere diretamente na firmeza e na elasticidade do tecido cutâneo. Segundo o dermatologista Raul Cartagena Rossi, consultor da TheraSkin, esse estágio é marcado pelo adelgaçamento da derme, evidenciando rugas e flacidez no rosto, pescoço e colo.
Nesta fase, a retenção de água torna-se menos eficiente, resultando em ressecamento. A diminuição do estrogênio também facilita o surgimento de hiperpigmentações. Para mitigar esses efeitos, recomenda-se uma rotina fundamentada em quatro pilares principais:
1. Higienização adequada
A limpeza diária, realizada pela manhã e à noite, visa remover impurezas e evitar a obstrução de poros. O uso de produtos específicos para o tipo de pele auxilia na preservação da barreira cutânea e na proteção contra a ação de radicais livres.
2. Hidratação intensiva
Devido à sensibilidade e à tendência ao ressecamento, a pele madura requer produtos com alto poder de reposição hídrica. A linha Klaviê Clinical® é indicada para peles secas e sensíveis, atuando na restauração da barreira cutânea com hidratação prolongada por até 24 horas.
3. Tratamento de hiperpigmentações
A exposição solar acumulada e as mudanças hormonais desregulam a produção de melanina. O uso de ativos como o retinol, derivado da vitamina A, auxilia na renovação celular e na suavização de manchas. O produto Klassis® R, por exemplo, associa oito ingredientes ativos para uniformizar o tom da pele e aumentar a elasticidade sem causar irritações. Por ser fotossensível, o uso de substâncias clareadoras deve ser noturno.
4. Proteção solar rigorosa
A aplicação diária de protetor solar é indispensável para prevenir o agravamento de manchas, rugas e o risco de câncer de pele. Como o tecido cutâneo está mais fino aos 50 anos, a sensibilidade aos danos dos raios solares é maior, tornando o filtro solar o principal agente de preservação da saúde e do viço.
A orientação personalizada de um médico dermatologista é recomendada para o acompanhamento das mudanças fisiológicas e a indicação de tratamentos específicos para cada paciente.