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Pior dos crimes é o médico não incentivar a vacinação, diz secretário de Saúde de SP

Jean Gorinchteyn reforçou que a autorização da Anvisa para o uso da Coronavac em crianças servirá de "incentivo" aos pais

21 jan 2022 10h04
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Após a liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o uso da vacina Coronavac em crianças de 6 a 11 anos de idade sem comorbidades, a prefeitura de São Paulo informou que dará início à imunização neste sábado, 22. Em entrevista à Rádio Eldorado, na manhã desta sexta-feira, 21, o secretário estadual da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, reforçou que a nova autorização da agência servirá de "incentivo" aos pais. "O importante é que as crianças sejam imunizadas para ficarem protegidas e também para atingirmos 90% da população vacinada, a proteção ideal".

No entanto, Gorinchteyn criticou a divulgação de notícias falsas referentes à imunização infantil. "Pior dos crimes são os médicos que incentivam a não vacinação. Em todas as esferas. Isso é muito mais criminoso do que a população comum, pois esta acaba, às vezes, divulgando informações de alguém que tem CRM".

Jean Gorinchteyn, secretário estadual da Saúde de São Paulo, em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes
Jean Gorinchteyn, secretário estadual da Saúde de São Paulo, em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes
Foto: Divulgação / Governo do Estado de SP / Estadão

Até então, a única vacina aprovada no Brasil para crianças era o imunizante da Pfizer, que já começou a ser aplicado em crianças de 5 a 11 anos na semana passada. Nesta quinta, 20, a Anvisa liberou a Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan, para a faixa etária de 6 a 17 anos.

O estudo indicou ainda que a Coronavac não deverá ser aplicada em crianças imunocomprometidas (como aquelas em tratamento para câncer) porque faltam dados sobre os benefícios do imunizante para esta população específica.

Em relação à aplicação da dosagem da Coronavac ser a mesma no público adulto e infantil, diferentemente da Pfizer (que utiliza a metade), o secretário tranquilizou. "Na verdade, a formulação do produto (Pfizer) que exige um quantitativo menor. As duas vacinas têm ação protetora. A Coronavac tem uma característica imunogênica semelhante ao da gripe. Isso dá segurança, menor risco de efeitos adversos e proteção importante.

Por fim, Gorinchteyn lamentou a veiculação da propaganda do governo federal em que coloca vacinação desse público como uma "opção" dos pais. "Isso é muito triste, pois todos nós crescemos com vacinas e ficávamos na fila esperando, aquilo era sinal de proteção. Temos o melhor programa nacional de vacinação do mundo. É um complexo de vacinação gratuito, sempre foi assim", atentou. "Hoje temos um viés, que não é científico, de alguns que compromete o andamento. Porém, pesquisas mostram que as pessoas querem sim se vacinar".

Estadão
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