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Coronavírus

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Hospitais privados de SP relatam aumento da ocupação de leitos por covid-19

De acordo com Pesquisa do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo, taxa de ocupação varia entre 81% e 100%; público jovem é o mais recorrente nos pronto-socorros

16 jun 2022 - 19h02
(atualizado em 18/6/2022 às 07h57)
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Paciente de covid-19 é atendido no Hospital Emílio Ribas
Paciente de covid-19 é atendido no Hospital Emílio Ribas
Foto: Tiago Queiroz / Estadão

A covid-19 voltou a aumentar a ocupação de leitos de internação, indica pesquisa do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SindHosp) realizada com 95 instituições privadas nas últimas duas semanas, cerca de um quarto dos hospitais paulistas com fins lucrativos. A maioria (69%) está localizada no interior e o restante (31%) na capital.

Em 49% dos hospitais que informam ter leitos clínicos destinados ao atendimento de pacientes com covid-19, a taxa de ocupação varia entre 81% e 100%. As UTIs de adulto também estão mais cheias. Taxas de ocupação acima de 81% são verificadas em 40% dos hospitais que informam ter unidades de terapia intensiva destinadas à covid. Entre os 40% de respondentes que têm leitos de UTI pediátrica, a taxa de ocupação é de 61 a 80%.

O atendimento de casos de covid-19 nos pronto-socorros aumentou entre 21% e 40% nos últimos 15 dias, segundo 42% das instituições. Quase um terço (29%) relata crescimento acima de 100%. Com isso, as recepções ficaram lotadas. O tempo médio de espera é de duas a três horas em 40% das unidades de urgência e emergência.

"Os hospitais estão voltando a ter alas específicas para covid porque sentem a pressão na porta. Duas horas de espera é sinal de alta demanda e de ocupação acima de 80% dos leitos", afirma o médico Francisco Balestrin, presidente do SindHosp.

Perfil

O público jovem (19 a 29 anos) é o mais recorrente nos pronto-socorros, segundo 88% dos respondentes da pesquisa. Para 42%, as pessoas entre 30 e 50 anos são as que mais procuram os serviços de urgência e emergência.

"Os jovens voltaram a ir a festas, bares, campos de futebol. Como frequentam mais aglomerações, acabam pegando covid ou outras doenças respiratórias. Buscam pronto-socorros, mas não são os que mais precisam de internação", diz Balestrin.

Nas internações clínicas, 39% dos hospitais estão com os leitos ocupados por pessoas entre 30 a 50 anos; em 51% dos hospitais, os leitos clínicos estão ocupados por pacientes entre 51 e 80 anos.

As vagas de UTI são ocupadas principalmente por pessoas entre 30 e 50 anos, relatam 41% dos hospitais. A faixa de 51 a 80 anos é predominante em 45% das instituições. "Enquanto os jovens apresentam poucos sintomas, as pessoas mais velhas e, muitas vezes, com comorbidades, acabam precisando de internação", afirma Balestrin.

Segundo Balestrin, a maioria dos internados tomou a vacina. "Ela evita o agravamento da doença em muitos dos casos, mas as pessoas precisam entender que é hora de voltar a evitar aglomerações e de usar máscara. Não há alternativa", diz.

Estadão
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