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Atuação de Covas contra covid-19 é aprovada por 54%

De acordo com Ibope, outros 40% dos paulistanos rejeitam a gestão da pandemia pelo tucano; governo Bolsonaro é rejeitado por 47%

21 set 2020
13h01
atualizado às 13h25
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A atuação do prefeito Bruno Covas (PSDB) no combate aos efeitos da pandemia do novo coronavírus é aprovada por 54% dos paulistanos e reprovada por 40%, segundo pesquisa do Ibope feita em parceria com o Estadão e a Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

João Doria e Bruno Covas posam juntos em convenção do PSDB
João Doria e Bruno Covas posam juntos em convenção do PSDB
Foto: Aloisio Mauricio/FotoArena / Estadão Conteúdo

Desde março, quando começou a pandemia e foi feita a primeira pesquisa da parceria Ibope/ACSP/Estadão, tanto Covas quanto o governador João Doria (PSDB) tiveram melhora na avaliação de suas gestões por parte dos moradores da capital. Isso não aconteceu em relação ao governo do presidente Jair Bolsonaro, que continua com praticamente as mesmas taxas positivas e negativas.

Nos últimos seis meses, o prefeito, que é candidato à reeleição, viu a avaliação positiva de sua administração subir oito pontos porcentuais. A parcela da população que considera a administração boa ou ótima passou de 20% para 28%, enquanto as de ruim/péssimo caíram de 32% para 28%.

Essas taxas se referem ao governo de Covas como um todo. Mas o Ibope também fez perguntas específicas sobre o desempenho dele em relação à pandemia. Doria e Bolsonaro não foram avaliados neste quesito específico.

A administração de Bolsonaro é considerada ruim ou péssima por quase metade dos moradores da capital. Segundo a pesquisa, 27% dos paulistanos consideram o governo do presidente bom ou ótimo, 24% o veem como regular e 47% optam pelos conceitos ruim ou péssimo. Há seis meses, essas taxas eram de 25%, 26% e 48%, respectivamente.

No caso de Doria, as avaliações negativas diminuíram de 44% para 39%, e as positivas aumentaram de 17% para 23%.

O governador e o prefeito ganharam visibilidade ao comandar a reação à pandemia no Estado e na capital com medidas restritivas e incentivo ao isolamento. Bolsonaro, por sua vez, optou por menosprezar a gravidade da doença e por fazer propaganda de um medicamento sem eficácia comprovada para covid-19. A avaliação negativa de Bolsonaro praticamente não variou nos últimos seis meses quando se considera o universo total da pesquisa, mas houve mudanças em determinados segmentos do eleitorado. Entre os mais pobres, com renda de até um salário mínimo, a desaprovação caiu de 56% para 40%. Já entre os que ganham mais de cinco mínimos houve crescimento de 39% para 52%.

O Ibope entrevistou 1.001 eleitores da capital nos dias 15 a 17 de setembro. A margem de erro máxima estimada é de 3 (três) pontos porcentuais para mais ou para menos. O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro. O levantamento foi registrado no Tribunal Regional Eleitoral sob o protocolo Nº SP-04089/2020.

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