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Copom mantém taxa Selic em 15% ao ano e sinaliza redução para março

Decisão unânime do colegiado do Banco Central interrompe ciclo de manutenção prolongada diante de expectativas de controle inflacionário

28 jan 2026 - 19h13
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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central comunicou, nesta quarta-feira (28), a decisão de manter a taxa Selic em 15% ao ano. O índice, que permanece inalterado pela quarta reunião consecutiva, representa o maior patamar da taxa básica de juros desde julho de 2006, período em que o indicador atingiu 15,25%.

Banco Central
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Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil / Perfil Brasil

Apesar da manutenção no patamar atual, o comunicado oficial do órgão indicou uma mudança na orientação futura. O comitê sinalizou que, caso o cenário econômico e as expectativas de inflação permaneçam dentro do esperado, poderá iniciar um processo de flexibilização da política monetária na próxima reunião, agendada para março.

O texto ressalta que o início dos cortes dependerá da convergência dos índices de preços para as metas estabelecidas, mantendo a restrição necessária para assegurar o controle da inflação, instrumento utilizado para mitigar impactos econômicos sobre a população.

A decisão sobre a taxa Selic foi tomada de forma unânime pelo colegiado, que atualmente conta com maioria de diretores indicados durante o atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A manutenção da taxa em 15% ocorre em um ambiente de pressão por parte de integrantes do governo e da área econômica, que argumentam que os juros elevados reduzem o nível de atividade econômica do país.

A reunião desta quarta-feira contou com a participação de sete membros, dois a menos que a composição completa de nove integrantes. As ausências decorrem do encerramento dos mandatos de Renato Gomes, ex-diretor de Organização do Sistema Financeiro, e de Diogo Guillen, ex-diretor de Política Econômica, cujos substitutos ainda não foram formalizados pelo Governo Federal.

A taxa básica de juros está fixada em 15% desde o final de junho do ano passado. Nas comunicações anteriores, o Banco Central havia reforçado a necessidade de manter o índice estável por um período prolongado. A sinalização de corte para março reflete uma revisão na percepção sobre a trajetória inflacionária, alinhando-se às previsões da maioria dos analistas do mercado financeiro que já projetavam a estabilidade para o encontro de janeiro.

Perfil Brasil
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