Comando Sul dos Estados Unidos confirma operação contra embarcação no Oceano Pacífico
Ação militar resultou na morte de dois ocupantes e integra balanço de operações realizadas pelas forças americanas em rotas marítimas desde setembro de 2025
O Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos comunicou, nesta sexta-feira (23), a realização de uma intervenção militar contra uma embarcação no Oceano Pacífico. Segundo o informe oficial, o barco foi identificado por serviços de inteligência como suspeito de transportar entorpecentes em rotas de navegação no Pacífico Leste. A operação resultou em dois mortos, enquanto um terceiro ocupante sobreviveu e permanece sob busca dos militares americanos.
Este evento marca a primeira ação deste tipo relatada pelas forças americanas após o dia 3 de janeiro, data em que ocorreu a captura de Nicolás Maduro em território venezuelano. Anteriormente, a última intervenção divulgada pelo Exército dos Estados Unidos havia sido registrada em 31 de dezembro, quando o bombardeio de duas embarcações resultou em cinco mortos em localização não especificada.
As atividades de vigilância e interceptação no Pacífico Leste e no Caribe têm sido intensificadas nos últimos meses. De acordo com os registros oficiais, o Comando Sul executou, desde setembro de 2025, um total de 35 ataques direcionados a embarcações nessas regiões. O balanço acumulado dessas intervenções indica a morte de 117 pessoas no período mencionado.
On Jan. 23, at the direction of @SecWar Pete Hegseth, Joint Task Force Southern Spear conducted a lethal kinetic strike on a vessel operated by Designated Terrorist Organizations. Intelligence confirmed the vessel was transiting along known narco-trafficking routes in the Eastern… pic.twitter.com/BzeBBapfMQ
— U.S. Southern Command (@Southcom) January 23, 2026
As operações são justificadas pelo governo dos Estados Unidos como medidas de combate ao narcotráfico e ao que classificam como atividades criminosas internacionais. A estratégia militar utiliza dados de monitoramento para interceptar embarcações que operam fora dos marcos regulatórios de navegação em águas internacionais.
Apesar da fundamentação em segurança nacional apresentada pelo Exército, a frequência e a natureza dessas investidas são acompanhadas por observadores internacionais. Especialistas na área de segurança e representantes da Organização das Nações Unidas (ONU) têm apresentado questionamentos acerca dos métodos aplicados e do impacto das operações em águas internacionais, solicitando maior transparência sobre as regras de engajamento utilizadas nas interceptações marítimas.
A busca pelo sobrevivente da operação desta sexta-feira continua ativa na região do Pacífico Leste, conforme informou o comando das forças armadas.
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