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Com 700 drones e mísseis, Rússia realiza o pior ataque do ano na Ucrânia e deixa 17 mortos e mais de 100 feridos

Ataques russos com drones e mísseis atingem centros urbanos e paralisam negociações de paz no cenário internacional

16 abr 2026 - 11h14
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A escalada da violência na Europa Oriental atingiu um novo patamar de gravidade durante a madrugada desta quinta-feira. Autoridades ucranianas confirmaram que pelo menos 17 pessoas perderam a vida em uma série de ataques coordenados pela Rússia, que atingiram com força especial a capital Kiev e a estratégica cidade portuária de Odessa. O cenário de devastação ocorre em um momento delicado, onde as tentativas diplomáticas para encerrar o conflito, que já ultrapassa a marca de quatro anos, parecem totalmente estagnadas. Além das perdas fatais, o rastro de destruição deixou ao menos 107 feridos espalhados por diversas regiões do país, incluindo Dnipropetrovsk e Kharkiv.

Um carro incendiado em frente a um edifício de apartamentos danificado por um ataque de míssil russo em 2025
Um carro incendiado em frente a um edifício de apartamentos danificado por um ataque de míssil russo em 2025
Foto: Serviço Estatal de Emergência da Ucrânia/Divulgação / Perfil Brasil

Ataques com drones e mísseis atingem civis em Kiev

A rotina de bombardeios noturnos tornou-se uma realidade sombria para a população local, mas a intensidade das últimas 24 horas surpreendeu os sistemas de monitoramento. Segundo dados fornecidos pela Força Aérea ucraniana, a Rússia lançou uma ofensiva massiva composta por 659 drones e 44 mísseis. Embora a defesa tenha conseguido interceptar a grande maioria dos artefatos, o impacto dos que atingiram o solo foi devastador. Em Kiev, o prefeito Vitali Klitschko detalhou a tragédia ao afirmar que "quatro pessoas morreram, incluindo uma criança de 12 anos". O gestor municipal ainda completou o balanço informando que existem "45 moradores feridos, incluindo vários profissionais da área da saúde".

A situação em Odessa foi ainda mais crítica, com o registro de nove vítimas fatais. Sergui Lisak, comandante da administração militar local, relatou que a cidade portuária enfrentou várias ondas de ataques sucessivos. Enquanto isso, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, utilizou as redes sociais para expressar seu repúdio ao que classificou como "um novo ataque atroz contra civis". Em sua declaração, Costa enfatizou que "a guerra de agressão executada pela Rússia contra a Ucrânia fracassou e, por isso, o país escolhe aterrorizar deliberadamente os civis". O sentimento de indignação é compartilhado por órgãos internacionais que tentam contabilizar o custo humano real da invasão iniciada em 2022.

Diplomacia travada e novas sanções econômicas

No campo das negociações, o pessimismo prevalece. O processo de paz mediado pelos Estados Unidos está paralisado há semanas, influenciado também pelas tensões crescentes no Oriente Médio. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, mantém uma postura firme contra qualquer concessão ao Kremlin. Em recente publicação, Zelensky afirmou categoricamente que a Rússia não merece "qualquer retirada de sanções" e ressaltou que "Moscou aposta na guerra". Para o líder ucraniano, a continuidade dos bombardeios prova que não há intenção real de diálogo por parte dos invasores.

Para enfrentar a superioridade aérea russa, a Ucrânia tenta acelerar parcerias estratégicas com nações europeias. Ao lado da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, o governo ucraniano anunciou novos acordos para a produção conjunta de tecnologia militar. Alianças semelhantes foram firmadas com a Alemanha e a Noruega, focando especialmente na defesa antiaérea. O apelo por ajuda permanece urgente e constante. "Precisamos de mísseis de defesa antiaérea, porque os russos continuam seus ataques diários contra nossas cidades", escreveu o presidente da Ucrânia em um apelo direto à comunidade internacional por meio da rede social X.

Perfil Brasil
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