Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Produção de coco em projetos de irrigação

No Brasil, 600 mil hectares são destinados a cultura, sendo a maior parte - 95% - cultivada no Nordeste e 30% no Vale do São Francisco

4 jun 2021 - 10h57
Compartilhar
Exibir comentários

A produção de coco em projetos públicos de irrigação da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) tem alcançado produtividade média de aproximadamente 40 toneladas por hectare. O valor obtido pelos agricultores com a venda da produção — isto é, o valor bruto de produção (VBP) — alcançou em 2020 a marca de R$ 72,3 milhões. No ano, 152 mil toneladas de coco foram produzidas nos projetos de irrigação.

"O consumo da água de coco verde no Brasil é significativo. É uma bebida que traz benefícios para a saúde, rica em vitaminas, minerais e outras substâncias que ajudam no funcionamento do corpo. As agroindústrias de envasamento da bebida existentes hoje no Vale do São Francisco fortalecem a produção do fruto e incrementam a renda dos produtores na região", avalia o diretor da Área de Gestão dos Empreendimentos de Irrigação da Codevasf, Luís Napoleão Casado.

O polo Petrolina-Juazeiro responde pela maior parte da produção registrada. O projeto público de irrigação Nilo Coelho, em Petrolina (PE), tem destaque, com 108,2 mil toneladas de coco colhidas em uma área de 2.295 hectares — o que gerou R$ R$ 51,5 milhões em VBP. 

Já os projetos públicos de irrigação situados no norte da Bahia — Curacá, Maniçoba, Salitre e Tourão — registraram, ao todo, produção de 39,5 mil toneladas em área cultivada de 1.424 hectares, alcançando R$ 18,4 milhões de VBP. 

Foto: Climatempo

Produção no Vale do São Francisco

Francisco Nunes, o Chico do Coco, atua há mais de 30 anos no projeto público de irrigação Nilo Coelho, onde planta manga, umbu e coco, sendo essa última cultura a que ocupa a maior parte de seu lote - um total de 8 hectares.

Segundo ele, a variedade cultivada é o coco-anão, que tem volume de água maior (cada coco produz, em média, 350ml), é mais precoce (da floração ao ponto de colheita, são sete meses) e tem aproveitamento de 100% (após a extração da água, uma máquina tritura o coco, que retorna aos coqueirais em forma de matéria orgânica). 

O produtor possui uma unidade que envasa a água de coco em copos e garrafas de diversos tamanhos, produtos que são comercializados, principalmente, para supermercados, bares e restaurantes. Entretanto, em 2020, com a pandemia, ele explica que os produtores tiveram de buscar outras alternativas. 

"Com as restrições, passamos a apostar no coco seco, que leva mais tempo até a chegada da colheita; são cinco meses a mais que o coco verde. Mas, em compensação, ele tem saída para produção de doces, coco ralado, leite de coco, entre outros itens. Fizemos uma pesquisa e constatamos que há 1.008 produtos derivados de coco seco nas prateleiras dos supermercados. O retorno não é tão rápido quanto o da água de coco, mas foi a saída que encontramos para não perder a produção", explica Chico do Coco.

Segundo ele, hoje há 600 mil hectares no país destinados a essa cultura, sendo a maior parte - 95% - cultivada no Nordeste e 30% no Vale do São Francisco.

O titular da 3ª Gerência Regional de Irrigação da Codevasf em Petrolina, José Costa, explica que a cultura do coco é expressiva na região do Vale do São Francisco, embora tenha passado por um processo de substituição por outras culturas.

"É um processo natural, pois o produtor procura sua sustentabilidade. O que sustenta a produção do coco hoje é a agroindústria", conclui o gerente.

Como planejar uma safra e monitorar sua fazenda?

Otimizar o plantio, ficar de olho no Clima para avançar com os trabalhos no campo e observar o desenvolvimento da cultura para evitar perdas são algumas das decisões que você produtor rural precisa tomar durante a safra. 

O Agroclima Pro é um serviço de tecnologia da Climatempo que utiliza o conhecimento meteorológico. Com ele você pode acessar o histórico de dados de Clima para sua fazenda e pode detectar áreas com menor vigor vegetativo. Além disso, você fica sabendo como será a demanda hídrica da sua lavoura nos próximos 15 dias e ainda consegue identificar os melhores dias e horários para realizar as pulverizações.

Climatempo
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade