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Bolsonaro pede ajuda a Trump e aguarda telefonema de Merkel

Chanceler e Eduardo Bolsonaro viajaram aos EUA para se reunir com o presidente americano e, segundo o presidente, devem "trazer novidades"

30 ago 2019
10h05
atualizado às 11h20
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BRASÍLIA - Após rejeitar o envio de US$ 20 milhões, o equivalente a R$ 83 milhões, anunciado pelo presidente da França, Emmanuel Macron, em nome do G-7, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) pediu ajuda ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele enviou o chanceler Ernesto Araújo e um de seus filhos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para se reunir com o líder americano nesta sexta-feira, 30. Segundo Bolsonaro, os dois devem "trazer novidades".

Os presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump durante conferência na Casa Branca, em março de 2019
Os presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump durante conferência na Casa Branca, em março de 2019
Foto: Kevin Lamarque / Reuters

"Talvez tenha uma novidade logo mais. O Ernesto e o Eduardo estão lá nos Estados Unidos. Talvez eles tenham algo para nos adiantar sobre a conversa com o Trump. Eu pedi para o Trump nos ajudar", disse Bolsonaro após ser questionado sobre os recursos oferecidos pelo G-7. "O Trump tem dito também que não poderiam tomar uma decisão sem ouvir o Brasil. O Brasil é amigo de todo mundo, e eu sou diplomata. Eu sou uma pessoa afeta ao diálogo."

Em queda de braço com o presidente francês, Bolsonaro também aguarda nesta sexta uma ligação da chanceler alemã, Angela Merkel. De acordo com ele, foi Merkel quem pediu a conversa.

"Está previsto o telefonema com a Merkel, sim. Ela começou com um tom, depois foi para a normalidade", disse o presidente. Ele afirmou que não sabe qual assunto vai ser tratado.

Questionado sobre os comentários que fez depois de o país suspender recursos do Fundo Amazônia, quando disse que a Alemanha deveria pegar um recurso para reflorestar o próprio país, Bolsonaro falou que a mensagem valia para toda a Europa.

"Você quer complicar agora, né? Ela (Merkel) quer namorar comigo, você quer complicar. Não é só a Alemanha, é a Europa toda, junta, não tem lições para nos dar no tocante à preservação do meio ambiente", respondeu Bolsonaro sobre a declaração.

Na manhã desta sexta, Bolsonaro também voltou a criticar o presidente francês, Emmanuel Macron, e afirmou que só aceitará conversar com ele se houver uma retratação sobre ter dito que a internacionalização da Amazônia está em aberto.

"Estou pronto a conversar com qualquer um, exceto nosso querido Macron, a não quer que ele se retrate sobre a nossa soberania da Amazônia", afirmou Bolsonaro na saída do Palácio da Alvorada, pela manhã.

Indagado se ainda poderia aceitar recursos do G-7, ele disse que Macron tentou doar para o Brasil em nome do grupo, o que não seria verdade.

"Qualquer recurso de um país ou outro a gente conversa. Agora, o Macron quer doar em nome do G-7. Isso não é verdade."

O presidente não quis responder perguntas sobre ter apagado uma publicação na qual zombava da primeira-dama da França, Brigitte Macron.

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Estadão
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