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Mistério sobre autor da ‘Bíblia do Diabo’ gera polêmica

Lenda em torno de manuscrito medieval conta que Lúcifer escreveu obra-prima em troca de alma de um monge

12 mai 2015
09h33
atualizado às 09h34
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O Codex Giga, ou ‘Bíblia do Diabo’, é o maior manuscrito medieval do mundo, com mais de 74 quilos e quase um metro de comprimento. Especialistas acreditam que seria necessário couro de ao menos 160 animais para a feitura das páginas do livro. Mas, não é apenas o tamanho do Codex Giga que impressiona: o mistério sobre seu autor – até hoje desconhecido – gera polêmica, já que alguns defendem que tenha sido escrito pelo próprio Lúcifer, "encarnado em um monge". As informações são do Daily Mail.

O Codex Giga, ou ‘Bíblia do Diabo’, é o maior manuscrito medieval do mundo
O Codex Giga, ou ‘Bíblia do Diabo’, é o maior manuscrito medieval do mundo
Foto: Wikipédia

Feito no início do século XIII, supostamente no mosteiro beneditino em uma cidade da Boêmia (atual República Checa), e atualmente preservado na Biblioteca Nacional da Suécia, em Estocolmo, o manuscrito intriga historiadores. Segundo uma análise da escrita feita pelo paleógrafo Michael Gullick, apenas uma pessoa o escreveu: a letra é a mesma do começo ao fim – e a assinatura no final também. Além da caligrafia, a tinta - que era feita de insetos esmagados – é a mesma; de acordo com paleógrafo, era difícil que uma escriba usasse diferentes tipos de tinta.

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O fato mais impressionante é que, ainda de acordo com o especialista, para conseguir o feito, seriam necessários cinco anos – ininterruptos - para criá-lo. Em uma reportagem do National Geographic, alguns estudiosos levantam uma polêmica, afirmando que "autor estaria possuído". "Claramente, o autor deste enorme manuscrito estava possuído por alguma coisa para criar tal obra-prima. Se era o poder da luz ou a escuridão, isso foi perdido pelo tempo", defendem.

Lenda do manuscrito diz que o Diabo concordou e assinou o trabalho, adicionando um autorretrato
Lenda do manuscrito diz que o Diabo concordou e assinou o trabalho, adicionando um autorretrato
Foto: Wikipédia

O Codex Gigas contém cinco textos longos além da Bíblia completa. O livro começa com o Antigo Testamento, seguido por duas obras de Flávio Josefo, que viveu no primeiro século depois de Cristo, termina com o Novo Testamento e uma crônica da Boêmia por Cosmas de Praga.

A lenda em torno da chamada “Bíblia do Diabo” conta que um monge da Idade Média teria sido condenado por desrespeitar seus votos monásticos. Para evitar a punição, o monge prometeu escrever, em uma única noite, um livro contendo todo o conhecimento humano. Mas, como a meia-noite se aproximava, o monge teria se desesperado e, então, suplicou ajuda a Lúcifer para terminar o livro em troca de sua alma. Assim, o Diabo concordou e assinou o trabalho, adicionando um autorretrato – uma imagem colorida, que ocupa a página inteira.

Alguns pesquisadores acreditam que a lenda do monge punido vem por um mal-entendido na assinatura do livro onde se lê “Hermanus inclusus”. Essa única palavra "inclusus” foi traduzido para “um castigo terrível”, mas o verdadeiro significado da palavra está mais perto de “recluso”,  o que significa que a assinatura poderia ter sido feito por um monge solitário que escolheu se excluir do mundo exterior e dedicar sua vida ao Codex Gigas.

Fonte: Terra
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