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Imagens da Nasa mostram buraco negro "arrotando" raios-X

Fenômeno aconteceu na constelação de Cisne, a oito mil anos-luz da terra; última vez tinha sido em 1989

3 jul 2015
11h47
atualizado às 12h38
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Um satélite dos Estados Unidos fotografou o que astrônomos descreveram como simplesmente o "arroto" de um buraco negro.

O buraco negro V404 Cygni estava "quieto" desde 1989
O buraco negro V404 Cygni estava "quieto" desde 1989
Foto: Nasa / Divulgação

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O Swift, controlado pela Agência Espacial Americana (Nasa), detectou um pulso de raios-X emitido por um buraco negro batizado de V404 Cygni.

Localizado na constelação de Cisne, a oito mil anos-luz da terra, o corpo celeste já tinha "arrotado" antes, mas a última vez tinha sido em 1989.

Raridade
"Esse tipo de erupção é bastante raro. Quando detectamos um, usamos tudo o que temos para monitorar suas emissões, dos sinais de rádio aos raios gama", explica Neil Gehrels, astrônomo da Nasa.

"No momento, V404 Cygni está mostrando uma variação excepcional nas emissões e oferece uma rara chance de observarmos (o fenômeno)".

O Swift não é um satélite comum: ele tem a habilidade de girar rapidamente para observar as emissões de raios gama, que normalmente duram menos de um minuto, assim como outras rajadas energéticas, incluindo os raios-X. Emissões deste tipo são brilhantes, mas atingem seu pico de intensidade em apenas alguns dias.

O pulso gravitacional dos buracos negros é tão forte que atrai até a luz
O pulso gravitacional dos buracos negros é tão forte que atrai até a luz
Foto: Nasa / Divulgação

Ocorrem quando gases são atraídos pela gravidade dos buracos negros - apesar do nome, eles são estrelas contraídas e cujo pulso gravitacional é capaz de atrair até a luz.

Os buracos negros são extremamente difíceis de serem observados e sua localização normalmente é "denunciada" pelo movimento de corpos celestes próximos.

Por isso, a oportunidade apresentada pelo V404 Cygni foi preciosa. Ainda mais porque o buraco negro voltou a "dormir", segundo a Nasa.

 

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