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Chuvas intensas reacendem alerta de problemas de saneamento

De acordo com a Secretaria de Segurança Urbana da cidade de São Paulo, os períodos de chuva excessiva colaboram com o crescimento de entupimentos, aumentando assim consideravelmente o número de notificações em torno de 20% a mais que o normal na cidade de São Paulo

29 nov 2021 15h53
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De acordo com a Secretaria de Segurança Urbana da cidade de São Paulo, os períodos de chuva excessiva colaboram com o crescimento de entupimentos, aumentando assim consideravelmente o número de notificações em torno de 20% a mais que o normal na cidade de São Paulo. Essa observação foi levantada no ano de 2020, durante os períodos de chuvas intensas.

Foto: pexels / DINO

Embora a cidade de São Paulo tenha passado por um período de estiagem de chuvas, os temporais são bastante conhecidos no final do ano. E sempre fica o alerta da cidade para que os cidadãos tenham cuidado, já que ventos fortes acompanham essas tempestades. Porém, quando essas tempestades acontecem, os entupimentos se tornam muito recorrentes e chegam a atrapalhar o funcionamento da maior parte da cidade.

Prefeitura intensifica limpeza urbana, mas o problema persiste

A prefeitura de São Paulo tem intensificado a limpeza urbana para diminuir os problemas de enchentes. Além do foco na limpeza, a prefeitura também está investindo na reforma de poços espalhados pela cidade. Só no último ano, foram reformados mais de 26.092 poços de visita e bocas de lobo, inclusive com troca de tampas.

Nesse período, também foram limpos 105.170 poços de visita e boca de lobo em toda cidade. Essa limpeza e reformas não estão apenas focadas na região central, mas também em bairros mais afastados, como na zona leste de São Paulo, por exemplo. O objetivo da prefeitura é simples: garantir que menos enchentes ocorram em períodos de chuvas fortes. Com a mudança climática que vem acometendo o país, as chuvas fortes estão vindo em períodos não muito comuns. Contudo, na época do verão, as chuvas no final da tarde sempre acabam afetando a cidade.

Muitos bairros são prejudicados nesse período e em até alguns casos, as ruas passam dias até a água baixar. Além desse problema, o entupimento de esgotos acontece pela o acúmulo de sujeira já existente e se intensifica com o lixo trazido pelas enchentes. Nesse quesito, a prefeitura reforça que a população também tem uma participação importante para evitar esses tipos de problemas.

Residências mais carentes sofrem com enchentes e chuvas fortes

Durante o período de chuvas excessivas, outra questão que gera preocupação na prefeitura são as residências mais carentes. Casas que estão localizadas perto de barrancos ou até mesmo em comunidades são mais sujeitas a serem prejudicadas nesse período. Atualmente, o Brasil conta com 27% de brasileiros que não possuem nenhum tipo de atendimento sanitário. Esse dado foi divulgado pelo "Atlas Esgotos: Despoluição de Bacias Hidrográficas". Com o problema de falta de acesso a rede de esgoto, essas famílias passam por mais problemas em épocas de chuvas. Vale lembrar que em 2016 houve 25 mortes em uma noite de chuva bem forte, onde parte dos casos foi por causa de deslizamentos. (Fonte: Portal G1).

Em dias de chuvas fortes no ano de 2020, o corpo de bombeiros relata que chegam a receber mais de 7000 mil chamadas (de acordo com a Agencia Brasil). Entre desabamentos, enchentes e outros tipos de ocorrências, fica o desafio de conseguir atender a todos os chamados.

Embora a mudança climática seja uma realidade e mudou as estações de ano aqui na cidade de São Paulo, as chuvas fortes não podem ser ignoradas. Nesses dias, a cidade fica em alerta e a prefeitura pede para as famílias que moram em lugares de risco para tomarem cuidados. A orientação é que se possível, as famílias em locais de risco se abriguem, mas nem sempre essas pessoas possuem outros lugares para ir. Por isso, fica o grande desafio, tanto da população quanto da prefeitura. Afinal, muitas dessas famílias moram em esses tipos de lugares por falta de opção. O que evidencia outros problemas existentes na cidade.

O problema da falta do saneamento básico nesse período de chuvas

O problema de entupimento dos esgotos na cidade também evidencia o problema de falta de saneamento na cidade. Em alguns lugares da cidade ainda há famílias que não possuem acesso a esse tipo de serviço. De acordo com levantamento feito pelo Instituto "Trata Brasil" em 2019, 2 milhões de habitantes na região metropolitana não possuem acesso à coleta de esgoto. Muitas casas, principalmente comunidades mais afastadas, sofrem com o esgoto a céu aberto. Então, quando o alerta de chuvas fortes ocorre, esse é um fator que intensifica os problemas de enchentes.

Com os alagamentos, algumas áreas ficam expostas a água suja. Nesse momento muitas pessoas e até crianças passam pelas águas sujas, o que ocasiona muitos problemas de saúde como, por exemplo, a leptospirose, doença causada pela urina dos ratos. Além disso, a febre tifoide e diarreia também são problemas muito comuns causados pela falta de saneamento básico. Quando o esgoto se mistura com a água acumulada das chuvas, isso se torna um grande problema.

Com o surgimento dessas doenças, também ocorre a lotação em unidades de saúde. As doenças citadas acima são muito comuns em pessoas que moram em lugares de risco e que possuem pouco ou nenhum acesso ao saneamento básico. Neste caso, crianças e idosos são os mais prejudicados.

Segundo o relatório divulgado pela OMS e pela Unicef, quase 1,5 milhão de crianças morrem anualmente em decorrência da diarreia. E que 88% dessas mortes poderiam ser evitadas com o serviço de coleta de esgoto e água tratada. Então, ao fazer uma análise geral do que as enchentes podem causar, é perceptível que o problema da cidade é muito maior.

De acordo com informações da prefeitura, a limpeza na cidade de São Paulo tem se intensificado cada vez mais. Aumentando o número de funcionários e fossas e bueiros sendo trocados ou limpos. Mas também fica o alerta que a população também precisa fazer a sua parte. Boa parte do problema das enchentes se deve pelo descarte incorreto de lixo nas ruas. No último ano, as subprefeituras relataram a retirada de 17.475 metros cúbicos de detritos em galerias e ramais. Além disso, 167.861 toneladas de detritos dos piscinões. Vale lembrar que quando ocorre o descarte irregular de entulhos em vias públicas a pessoa pode ser multada em R$16.693,28. Esse valor está pautado de acordo com a Lei de Limpeza Urbana, nº 13.478/02, além de ser considerado crime ambiental. Por isso, a união entre prefeitura e a população é fundamental para que esse tipo de problema diminua.



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