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Carros elétricos usados têm menos falhas que modelos a combustão, diz pesquisa

Estudo feito no Reino Unido com 47,4 milhões de inspeções indica que veículos a bateria são mais confiáveis com alta quilometragem, mas traz alerta sobre pneus e freios

1 out 2026 - 05h42
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Resumo
Um estudo no Reino Unido revelou que carros elétricos usados têm 25% menos falhas graves que modelos a combustão de alta quilometragem, vantagem atribuída à simplicidade mecânica do motor a bateria. Contudo, a pesquisa ressalva que a integridade da bateria não é avaliada nas inspeções. Além disso, os elétricos apresentaram o dobro de desgaste em pneus, devido ao peso e torque instantâneo, e problemas de oxidação nos freios pelo desuso decorrente da frenagem regenerativa.

Um levantamento realizado no Reino Unido aponta que carros elétricos usados com alta quilometragem apresentam menor índice de falhas graves do que modelos equivalentes a gasolina ou a diesel. A análise foi encomendada pela Associação Britânica de Locação e Arrendamento de Veículos (BVRLA) e conduzida pela consultoria New AutoMotive com base em dados de 47,4 milhões de Inspeções Técnicas Veiculares (MOT).

O estudo focou em veículos entre três e oito anos de uso — a faixa principal do mercado de usados. Em modelos com rodagem entre 145.000 km e 193.000 km, a taxa de reprovação dos elétricos foi de 16,5%, contra 22,1% dos veículos a combustão. O resultado representa um índice 25% menor de problemas nos automóveis a bateria.

Simplicidade mecânica garante durabilidade aos elétricos

Segundo os especialistas da pesquisa, a simplicidade mecânica do motor elétrico é o fator determinante para a estabilidade no longo prazo. O menor número de partes móveis reduz a probabilidade de quebras conforme o veículo envelhece.

Apesar dos dados positivos, o levantamento traz uma ressalva. As inspeções obrigatórias no Reino Unido avaliam itens de segurança — como suspensão, direção, iluminação e estrutura —, mas não analisam a degradação e a capacidade de carga da bateria.

Pneus e freios mais desgastados

Outro ponto de atenção envolve o desgaste de componentes periféricos. Os veículos elétricos registraram quase o dobro de defeitos em pneus na comparação com os modelos a combustão. O peso elevado do conjunto de baterias e o torque instantâneo são os vilões que aceleram a deterioração dos compostos.

Além disso, nos elétricos com menor rodagem, os freios apresentaram índices expressivos de reprovação. Como esses modelos priorizam o sistema de frenagem regenerativa para desacelerar, os discos e pastilhas de fricção são menos acionados, tornando-se suscetíveis à oxidação por falta de uso.

Estadão
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