TSE suspende atos de campanha de Renan Santos à Presidência
O ministro Dias Toffoli, do TSE, suspendeu os atos de campanha, debates e repasses do fundo eleitoral do candidato à Presidência Renan Santos (Missão), devido ao uso de perfis irregulares nas redes sociais. A campanha tem 24 horas para regularizar a situação sob risco de indeferimento do registro. Renan classificou a medida como ilegal e prometeu recorrer. A decisão repercutiu negativamente no mercado financeiro, pressionando a alta das taxas de juros futuros diante do cenário eleitoral.
O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu suspender o direito do candidato do Missão à Presidência, o empresário Renan Santos, de realizar atos de sua campanha eleitoral, em determinação divulgada nesta segunda-feira.
Segundo Toffoli, a candidatura de Renan contava com dois perfis irregulares nas redes sociais que estavam divulgando conteúdos favoráveis a ele, com milhares de seguidores.
Toffoli determinou a suspensão do direito de Renan Santos de realizar propaganda eleitoral em sites, blogs e outros aplicativos não informados à Justiça Eleitoral. Ele também barrou repasses do fundo eleitoral, o direito de participar de debates em meios de comunicação, entre outras determinações.
Na decisão, o ministro do TSE estabelece que a campanha esclareça e regularize a situação dos perfis citados em até 24 horas, sob pena de até mesmo rejeitar o registro da candidatura do empresário.
Em vídeo distribuído pela assessoria, o candidato disse que vai trabalhar para reverter a decisão do ministro do TSE.
"A gente vai ao TSE para derrubar essa decisão absolutamente injusta e ilegal, a decisão é persecutória", disse ele, ao considerar que o que ocorreu foi um "problema técnico" que vários outros candidatos também cometem.
"Nenhuma candidatura deve ser suspensa assim", criticou.
Após a notícia sobre a punição à candidatura de Renan Santos sair na imprensa, as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) ganharam força, passando a exibir leves altas em vários vencimentos. Dois profissionais ouvidos pela Reuters afirmaram que a notícia foi mal-recebida pelo mercado, que vê a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva -- líder nas pesquisas -- como um empecilho para o ajuste fiscal.
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