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Três homens são condenados por extorsão e tortura em Caxias do Sul

Réus receberam penas de até 16 anos e 8 meses de prisão por violência praticada durante cobrança de dívida

7 out 2026 - 09h05
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Resumo
Três homens foram condenados em Caxias do Sul a penas de até 16 anos e 8 meses de prisão em regime fechado por extorsão e tortura contra uma vítima, em crime ligado a cobrança de agiotagem. Nedir dos Santos, Alisson da Silva e Jessé Pedroso sequestraram, agrediram e filmaram as violências com taco de beisebol e choque elétrico. Um quarto acusado foi absolvido. Os réus ainda deverão pagar R$ 50 mil de indenização à vítima, que sofreu graves ferimentos. A decisão judicial ainda cabe recurso.

A Justiça condenou três homens por extorsão e tortura contra uma vítima em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha. As penas chegam a 16 anos e 8 meses de prisão e deverão ser cumpridas inicialmente em regime fechado. A sentença foi proferida em 1º de outubro pelo juiz Rudolf Carlos Reitz, da 3ª Vara Criminal da Comarca de Caxias do Sul.

Foto: Magnific / Porto Alegre 24 horas

Nedir Camargo dos Santos foi condenado a 16 anos e 8 meses de reclusão. Alisson Ferreira da Silva recebeu pena de 12 anos, enquanto Jessé Pedroso foi condenado a 13 anos e 3 meses. Além das penas de prisão, os três deverão pagar, de forma solidária, uma indenização mínima de R$ 50 mil à vítima. Um quarto acusado foi absolvido por falta de provas.

O crime aconteceu em 15 de maio de 2025 e, segundo a denúncia do Ministério Público, estaria relacionado à cobrança de uma dívida de agiotagem. Nedir e Alisson teriam abordado a vítima e a colocado à força dentro de um veículo. Depois, ela teria sido levada para um local isolado e amarrada.

Conforme a sentença, Nedir foi responsabilizado pelas agressões. Durante a violência, ele teria utilizado uma arma de fogo, um taco de beisebol e um aparelho de choque. Alisson teria participado da abordagem e da condução da vítima, além de registrar as agressões em vídeo. As imagens foram encontradas posteriormente no celular de Nedir.

A investigação apontou Jessé como o responsável por determinar a ação. Mensagens trocadas entre os envolvidos foram consideradas pelo Judiciário como elementos que demonstraram a participação de Alisson e a ligação de Jessé com o crime.

Durante o processo, a vítima relatou ter sofrido golpes e choques elétricos e ter perdido a consciência. Depois do ataque, precisou de atendimento médico e levou cerca de 20 pontos na cabeça. Segundo o TJRS, ela também ficou aproximadamente 20 dias sem poder trabalhar.

A decisão ainda cabe recurso.

Porto Alegre 24 horas
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