Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

TAM: famílias lembram mortos e problemas aéreos do País

18 jul 2010 - 18h36
(atualizado em 18/7/2010 às 11h07)
Compartilhar
Andressa Tufolo
Direto de São Paulo

Familiares das vítimas do voo JJ 3054 da TAM realizaram no final da tarde deste sábado, dia em que o acidente completa três anos, no aeroporto de Congonhas, uma homenagem aos mortos na tragédia. Vindos de 17 estados, principalmente do Rio Grande do Sul, local de partida do Airbus no dia do acidente, eles decoraram tapumes com fotos e mensagens, além de distribuírem flores no terreno onde funcionava o hangar da companhia com o qual a aeronave se chocou.

A homenagem, que faz parte das atividades do 29º encontro dos familiares das vitimas, promovido pela Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Voo TAM JJ 3054 (AFAVITAM) neste fim de semana, começou por volta das 18h10, com a execução do Hino Nacional. A programação, que terminou pouco antes das 20h, contou com apresentações musicais e leitura de textos.

O acidente da TAM matou 199 pessoas e ocorreu em 17 de julho de 2007, quando a aeronave se chocou com um galpão da própria empresa. Na aterrissagem, o avião percorreu toda a pista do aeroporto de Congonhas e, sem conseguir parar, atravessou a avenida Washington Luís, atingindo o prédio da TAM e um posto de gasolina.

Durante as atividades, os familiares afirmaram que, além de ser um dia de homenagens, o sábado em que a tragédia completa 3 anos é um dia para relembrar a população dos problemas do sistema aéreo brasileiro e principalmente do aeroporto de Congonhas.

Indenizações

Questionada sobre as indenizações, a associação informou que cada família está resolvendo de forma individual. Wilmaria Leite, mãe de Janus Lucas, de Salvador, que morreu no acidente com 26 anos, disse que já recebeu a quantia, mas não quis revelar o valor. "Quase todas as famílias já negociaram", disse.

Wilmaria vem a São Paulo mensalmente para visitar o local da tragédia e se reunir com outros familiares das vítimas. Segundo ela, até o processo ser concluído, a TAM banca todos os custos da viagem - tanto passagem quanto hospedagem. A companhia aérea, de acordo com a Wilmaria, arcou ainda, durante dois anos, com planos de saúde e apoio psicológico dos familiares.

O integrante da associação Roberto Gomes, irmão do empresário gaúcho Mário Gomes, uma das vítimas do acidente, não quis falar sobre a indenização. "Quanto vale o título de mãe ou de um familiar? Para isso não existe tabela. A dívida que a TAM tem conosco é impagável. Isso não foi acidente, foi tragédia. Existem responsáveis por isso".

Memorial

No palco montado para o evento deste sábado, havia um cartaz com a frase "com tantas injustiças no mundo, neste local ainda perdura o amor". No terreno do acidente, será construído um memorial para os que perderam a vida na tragédia, segundo os familiares.

Segundo o vice-presidente da associação, Archelau Xavier, existe ainda uma proposta da prefeitura de criar uma escola técnica com o nome da associação. A escola seria especializada em segurança de voo e manutenção de aviões.

Ao longo das atividades, os familiares aproveitaram para recolher roupas de criança para serem doadas para a Santa Casa de Misericórdia de Santo Amaro.

Em Porto Alegre, cidade onde mora a maior parte das famílias, a associação também realizou uma cerimônia de homanagem às vítimas na tarde deste sábado na Catedral Metropolitana, na região central da capital gaúcha. Outra celebração religiosa ocorrerá neste domingo às 14h30, na capela do Colégio Santa Maria, em São Paulo.

Investigações

O inquérito da Polícia Federal (PF) enviado ao Ministério Público Federal (MPF) no final do ano passado apontou apenas o piloto e o co-piloto, mortos na tragédia, como responsáveis pelo acidente, já que as investigações concluíram que a manete (alavanca que controla a aceleração do avião) estava em posição de aceleração e isto causou o desastre. A informação indignou os parentes das vítimas, que passaram a pressionar o MPF para que o órgão tenha um entendimento diferente sobre o caso.

Para Roberto Gomes, o MPF deve incluir na lista todos os nomes apontados pela Polícia Civil. Em 2008, a polícia de São Paulo indiciou 10 pessoas por atentado contra a segurança do transporte aéreo. Entre elas, Denise Abreu, ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), e Milton Zuanazzi, ex-diretor-presidente do órgão. "Esperamos que o MPF se baseie nos nomes relacionados à Anac, Infraero e TAM citados no trabalho de investigação da Polícia Civil", disse.

Com informações da Agência Brasil.

Celebração em homenagem às vítimas da tragédia, que completa 3 anos neste sábado, contou com famílias de 17 Estados
Celebração em homenagem às vítimas da tragédia, que completa 3 anos neste sábado, contou com famílias de 17 Estados
Foto: Levi Bianco / Futura Press
Fonte: Redação Terra
Compartilhar
TAGS
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra