Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

STF permite que governo revise anistias a ex-militares, decisão evita impacto nas contas

16 out 2019 - 15h58
(atualizado às 16h28)
Compartilhar
Exibir comentários

Com o voto de minerva do ministro Luiz Fux, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) deu ganho de causa nesta quarta-feira ao governo ao permitir que a administração pública possa revisar e anular anistias concedidas a ex-cabos da Aeronáutica, em um processo que poderia ter um impacto negativo para as contas públicas de 43 bilhões de reais em 10 anos.

Ministro Luiz Fux durante sessão do TSE em Brasília
08/06/2019 REUTERS/Ueslei Marcelino
Ministro Luiz Fux durante sessão do TSE em Brasília 08/06/2019 REUTERS/Ueslei Marcelino
Foto: Reuters

O julgamento estava empatado em cinco votos, e Fux se posicionou ao lado do relator da ação, o presidente da corte, Dias Toffoli, favorável a essa revisão.

O STF fixou o entendimento de que esse tipo de anistia, que foi concedida por meio de uma portaria, pode ser revista, mas não se pode pedir a devolução de valores já pagos a esses ex-militares.

O debate girou em torno de uma portaria editada pelo então Ministério da Aeronáutica para disciplinar a permanência e o licenciamento de militares na Força Aérea Brasileira (FAB). Esse ato foi usado durante o período de vigência da Comissão de Anistia para anistiar ex-cabos da FAB que foram licenciados após a conclusão do tempo de serviço militar como se a dispensa tivesse ocorrido em virtude de perseguição política.

O caso foi parar na Justiça após a AGU indicar que a mera dispensa com base na portaria não provava a existência de perseguição política e também o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ministério Público Federal (MPF) apontarem impropriedades nas concessões dos benefícios. Agora, veio uma decisão final do Supremo a favor da União.

Na semana retrasada, o governo havia sofrido uma derrota no Supremo com a corte confirmando o Índice de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E) para correção monetária a ser aplicado imediatamente em processos nos quais cidadãos têm créditos a receber da Fazenda Pública. Essa causa, segundo dados da AGU, pode ter impacto de 40,8 bilhões de reais para o governo.

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar
TAGS
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade