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Brasil

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STF intima Flávio Bolsonaro a entregar passaportes

Medida foi aprovada pelo ministro Alexandre de Moraes

26 out 2026 - 17h30
(atualizado às 17h35)
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Resumo
Derrotado na eleição presidencial por Lula, o senador Flávio Bolsonaro foi intimado pela PF a entregar seus passaportes e está proibido de deixar o Brasil. A medida, expedida pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, baseou-se em uma fala de Eduardo Bolsonaro sugerindo que o irmão saísse do país após o pleito. Alvo de dois inquéritos na Corte, Flávio classificou a decisão como perseguição política e intimidação, afirmando que cumprirá a ordem, mas que recorrerá para se defender.

O senador e candidato derrotado à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira (26) ter sido intimado pela Polícia Federal (PF) a entregar seus passaportes após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Medida foi aprovada pelo ministro Alexandre de Moraes
Medida foi aprovada pelo ministro Alexandre de Moraes
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar disse que a decisão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e teria como fundamento uma declaração feita por seu irmão, Eduardo Bolsonaro, segundo a qual Flávio deveria deixar o Brasil caso perdesse a eleição para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"Hoje de manhã eu fui visitar o meu pai, como vocês sabem, ele tá em prisão domiciliar. E, quando eu estava saindo, a PF do Lula estava na porta da casa dele e, no meio da rua, eu fui intimado a entregar os meus passaportes e também estou proibido de deixar o país. A decisão do Alexandre de Moraes se baseou numa fala do Eduardo de 23 de outubro, que eu deveria deixar o país se eu perdesse a eleição", declarou Flávio.

O comentário de Eduardo, que teve o mandato de deputado federal cassado e vive nos Estados Unidos, foi feito na sexta-feira (23), durante uma entrevista ao programa Louder with Crowder. Na ocasião, ele disse que seria favorável à saída de Flávio do Brasil caso o irmão fosse derrotado por Lula nas urnas.

O senador contestou a decisão de Moraes e questionou os fundamentos da medida do magistrado do STF.

"Eu nunca falei isso. Isso é motivo para tirar meu passaporte? Isso é justiça? E mais: essa decisão foi tomada no domingo à noite, logo depois do anúncio do resultado da eleição. Pensa comigo: se eu tivesse ganhado as eleições, ia acontecer a mesma coisa? Flávio Bolsonaro eleito, essa PF ia estar do mesmo jeito, me intimando no meio da rua? Isso é um sinal de que a nossa democracia faliu", afirmou.

Flávio, que é investigado em dois inquéritos em tramitação no STF, alegou que a decisão foi motivada pelo resultado eleitoral e classificou a medida como política. O senador também afirmou que nunca cogitou deixar o país.

"Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar, mas ninguém vai me calar", declarou.

Uma das investigações mencionadas envolve suspeitas de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas, na qual também é citado o advogado Willer Tomaz. Outro inquérito apura possíveis irregularidades no financiamento do filme Dark Horse, uma cinebiografia sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.

Lula foi reeleito no último domingo (25) com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio. A diferença entre os dois candidatos foi de 4,4 milhões de votos. No primeiro turno, o senador havia obtido 47,03%, enquanto o petista alcançou 45,16%.

Ansa - Brasil
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