Script = https://s1.trrsf.com/update-1786557910/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Brasil

Publicidade

Quem são os candidatos à Presidência na Eleição 2026 após confirmação de Lula e Flávio Bolsonaro

Acompanhe a lista atualizada dos nomes que disputam à Presidência. Com fim das convenções partidárias, 13 candidatos foram confirmados pelos partidos. Lula e Flávio Bolsonaro aparecem à frente das pesquisas.

20 jul 2026 - 08h59
(atualizado em 13/8/2026 às 22h18)
Compartilhar
Exibir comentários
Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD) disputam a presidência
Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD) disputam a presidência
Foto: Reuters / BBC News Brasil

Com o fim do prazo para a realização das convenções partidárias nesta quarta-feira (5/8), 13 candidatos à Presidência da República foram oficializados para disputar as eleições de 2026.

Entre eles estão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputará sua sétima eleição presidencial; o senador Flávio Bolsonaro (PL), representante da família Bolsonaro nesta disputa; o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD); e o escritor e psiquiatra Augusto Cury (Avante).

Como seus partidos têm pelo menos cinco representantes no Congresso Nacional, os quatro terão direito a participar dos debates organizados pelas emissoras, caso decidam comparecer. O primeiro debate eleitoral acontece no dia 23 de agosto.

O cenário, no entanto, ainda pode mudar. As legendas têm até 15 de agosto para registrar as candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A candidatura de Cury foi confirmada na segunda-feira (3/8), mas seu vice só foi anunciado no último dia do prazo para convenções. Ele terá o ex-deputado de Minas Gerais Júlio Delgado (Avante) na chapa.

Um dia antes, no domingo (2/8), o Partido dos Trabalhadores confirmou candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição, com Geraldo Alckmin (PSB) na vice-presidência.

No fim de semana anterior, Flávio Bolsonaro (PL) e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) oficializaram suas candidaturas também em São Paulo.

O filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) realizou seu lançamento ao lado do presidente da Argentina, Javier Milei, mas isolado politicamente, sem um vice definido nem aliança partidária.

Apesar da proximidade de parte de suas lideranças com Flávio Bolsonaro — como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que vai concorrer à reeleição — o Republicanos anunciou que não apoiará nenhuma candidatura ao Palácio do Planalto nem integrará chapas.

A federação União Progressista, formada pelos partidos União Brasil e Progressistas, e o MDB também decidiu pela neutralidade, liberando seus diretórios estaduais para realizarem seus apoios locais.

O Mobiliza seguiu o mesmo caminho. O partido havia anunciado a pré-candidatura de Cabo Daciolo à Presidência, mas voltou atrás para ficar neutro nas eleições.

Na quarta, Flávio Bolsonaro anunciou o deputado Alfredo Gaspas (PL-AL) como seu vice, formando chapa puro-sangue.

Nas estimativas de intenção de voto para presidente, Lula aparece à frente de Flávio no primeiro e no segundo turno no Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil.

Também encabeçam chapas puro-sangue Ronaldo Caiado — que tem o presidente do PSD, Gilberto Kassab, de vice — e o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que anunciou o senador Eduardo Girão (Novo) como seu vice na disputa pelo Palácio do Planalto.

Renan Santos, cofundador do Movimento Brasil Livre (MBL), foi o primeiro a oficializar sua candidatura à Presidência pelo Missão, na convenção do partido, criado por integrantes do próprio MBL, em 20 de julho, em formato online e sem transmissão ao vivo. Forma uma chapa pura com o ex-militar Aroldo Medina (Missão).

A Unidade Popular (UP) também confirmou a candidatura de Samara Martins à Presidência da República. Ela terá como candidata a vice a sindicalista Raquel Bricio (UP). Ao lado da chapa do Democracia Cristã (DC), formada por Clariana Barão e Fabiana Torquato, são as únicas chapas inteiramente femininas na disputa presidencial.

Hertz Dias e a vice, Vanessa Portugal, disputam pelo PSTU, e Edmilson Costa e Cleusa Santos pelo PCB.

Já o PRTB oficializou a candidatura de Leonardo Alves de Araújo, o Leonardo Avalanche, em Goiânia, na quarta-feira (28/7). Ele tem como vice a tenente Dalma (PRTB).

E o partido Democrata, antigo Partido da Mulher Brasileira, oficializou o nome do veterinário Wilson Grassi. Suêd Haidar, presidente da sigla, foi anunciada como vice.

O primeiro turno das eleições gerais deste ano está marcado para 4 de outubro. Caso nenhum candidato obtenha mais da metade dos votos válidos, haverá segundo turno, previsto para 25 de outubro.

Confira a seguir quem está na disputa pela Presidência:

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Vice: Geraldo Alckmin (PSB)

Lula tentará seu quarto mandato para presidente do Brasil
Lula tentará seu quarto mandato para presidente do Brasil
Foto: AFP via Getty Images / BBC News Brasil

Durante a campanha eleitoral em 2022, Lula chegou a dizer que caso fosse eleito, seria "um presidente de um mandato só". Mas, nos últimos anos, o petista veio dando sinais de que poderia mudar de ideia.

Em 2025, durante um evento no Rio de Janeiro, Lula foi direto ao dizer que o país poderia "ter pela primeira vez um presidente eleito 4 vezes".

Meses depois, durante visita a Jacarta, capital da Indonésia, ele confirmou a jornalistas que iria concorrer a um quarto mandato.

Aos 80 anos, Lula disputa sua sétima eleição para presidente, sendo o candidato mais velho a concorrer em uma eleição presidencial no Brasil. Sua candidatura foi oficializada neste domingo (2/8), com Geraldo Alckmin (PSB) novamente como vice.

Antes da confirmação oficial, a pré-candidatura já havia sido feita no fim de março, durante reunião ministerial no Palácio do Planalto, na qual foi oficializada a saída de 14 ministros do governo para se candidatarem ao pleito em outubro.

Além de atual vice-presidente, Alckmin chefia o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). Ele foi exonerado dias depois do anúncio para poder concorrer novamente.

A legislação eleitoral prevê que ocupantes de cargos no Executivo, que pretendem disputar as eleições, deixem suas funções até seis meses antes do pleito. A exceção são os cargos de presidente e vice-presidente.

Flávio Bolsonaro (PL)

Vice: Alfredo Gaspar (PL)

Flávio Bolsonaro contou com a presente do presidente argentino Javier Milei no lançamento de sua candidatura
Flávio Bolsonaro contou com a presente do presidente argentino Javier Milei no lançamento de sua candidatura
Foto: Allison Sales/NurPhoto via Getty Images / BBC News Brasil

Isolado politicamente em meio a dificuldades em formar alianças e formar chapa com um candidato a vice, o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) lançou sua candidatura sem a maior parte do clã Bolsonaro ao seu lado.

Sem a presença de Michelle Bolsonaro e seus irmãos, Eduardo e Carlos Bolsonaro, Flávio contou com a eletrizante figura do presidente da Argentina, Javier Milei, para animar o público.

O candidato evocou o pai, preso em regime domiciliar, algumas vezes, prometendo que ele subirá a rampa do Planalto em 2027.

No palco, Flávio evocou Deus para ter força e coragem para "resgatar o Brasil", agradeceu à mulher, que estava de um lado, à mãe, Rogéria Bolsonaro, do outro, e disse que estava ali para "honrar todas as mães do Brasil".

Agradeceu a Michelle, que enviou um vídeo "abençoando" sua candidatura, após semanas de uma briga pública por meio das redes sociais, agradeceu ao pai e chorou. "Deus queira que nunca vocês tenham um pai perseguido como ele está sendo", disse.

Flávio Bolsonaro entrou na política em 2002, quando foi eleito para deputado estadual do Rio de Janeiro.

Na Assembleia Legislativa, ele exerceu quatro mandatos até se tornar senador da República em 2018, sendo reeleito em 2022.

A escolha de Flávio como candidato do PL ocorreu em dezembro, quando ele anunciou ter sido escolhido pelo pai para ser o candidato do PL a disputar a Presidência.

O anúncio foi feito após semanas de desentendimentos entre membros da família Bolsonaro e da oposição em torno de articulações sobre quem deveria liderar a direita bolsonarista.

Em pesquisas divulgadas em abril, o senador chegou a ultrapassar o presidente Lula. No entanto, pesquisas mais recentes indicaram queda nas intenções de voto após a divulgação de reportagem do The Intercept Brasil sobre pedidos de recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro.

No fim de julho, a posição do candidato é estável, com 34% das intenções de voto ante 40% de Lula.

Ronaldo Caiado (PSD)

Vice: Gilberto Kassab (PSD)

PSD confirmou candidatura de Ronaldo Caiado para presidência
PSD confirmou candidatura de Ronaldo Caiado para presidência
Foto: Matheus Leite/BBC / BBC News Brasil

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado foi oficializado candidato no último domingo (26/7) em evento em São Paulo. Com uma chapa puro sangue, tendo o presidente do PSD, Gilberto Kassab, de vice, Caiado tenta se firmar como o candidato "conciliador".

"Sou um candidato com coragem para libertar o País do sequestro do PT e das facções criminosas. Um candidato com vida pregressa que nunca se envolveu com rachadinha, mensalão, petrolão, escândalo do Master ou o das aposentadorias", afirmou ele no lançamento da sua candidatura.

"Eu vim com esse objetivo, de realmente pacificar o Brasil, ao anistiar todos, inclusive o ex-presidente. Eu estarei dando uma amostra que a partir dali eu vou cuidar das pessoas", disse, em março, quando se lançou pré-candidato.

O ex-governador de Goiás foi escolhido pelo PSD após disputar internamente a vaga com os governadores Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e Ratinho Júnior, do Paraná, que desistiu da disputa na semana anterior ao anúncio.

Horas antes de Kassab tornar pública a decisão do partido, Leite publicou um vídeo nas redes sociais afirmando estar "desencantado" com a decisão da sigla, e que a escolha por Caiado mantinha a "radicalização polarizada" no Brasil. Ainda assim, esteve presente no lançamento da candidatura no último domingo.

"Embora essa decisão desencante a mim, como a tantos outros brasileiros, pela forma como insistem em fazer política no nosso país, eu não vou discutir essa decisão", declarou Leite na época.

Político experiente com uma trajetória de mais de três décadas, passando pela Câmara dos Deputados e Senado, Ronaldo Caiado já havia lançado sua pré-candidatura em abril de 2025, mas por outro partido: União Brasil.

Na época, ele concedeu uma entrevista para a BBC News Brasil, em que criticou o PT, mas evitou falar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Meses depois, ele sofreu pressões internas para desistir da candidatura e se desfiliou do União. Em janeiro, ele se filiou ao PSD.

Apesar de ter apoiado Bolsonaro em 2018 e em 2022, Caiado se afastou do bolsonarismo durante a pandemia, por defender posições diferentes em relação ao isolamento social, e também ao repudiar os atos golpistas de 8 de janeiro, classificando o ocorrido, na época, como "inadmissível, inaceitável e condenável".

O candidato goiano é visto como um dos principais representantes políticos do "agro" e tem 5% das intenções de voto.

Em 1989, Caiado concorreu à cadeira do Palácio do Planalto e ficou em 10º lugar, com menos de 1% dos votos.

Romeu Zema (Novo)

Vice: Eduardo Girão (Novo)

O ex-governador de Minas Gerais é o terceiro candidato lançado pelo Novo à Presidência
O ex-governador de Minas Gerais é o terceiro candidato lançado pelo Novo à Presidência
Foto: Bloomberg via Getty Images / BBC News Brasil

No evento do Partido Novo que oficializou a candidatura de Romeu Zema, em Brasília, o ex-governador de Minas Gerais prometeu indulto a Bolsonaro, defendeu o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e citou o escândalo do Banco Master.

"Quero que o Brasil resolva injustiças cometidas em relação aos atos do 8 de Janeiro. Temos pessoas que não sabiam o que estavam fazendo e estão detidas. Se houve uma tentativa de golpe, que haja um julgamento imparcial, e não um julgamento político, como aconteceu", disse, na segunda-feira (27/7).

Com pouca expressão nas pesquisas eleitorais, Zema ainda não conseguiu encontrar um vice para sua chapa.

Em entrevista à BBC News Brasil em agosto, dias antes de se lançar como pré-candidato, ele admitiu ter afinidade em propostas com Jair Bolsonaro, mas disse que poderia não ter o apoio dele na eleição.

Tanto em 2018 quanto em 2022, Zema declarou apoio a Bolsonaro nas eleições presidenciais. O empresário mineiro estreou na política em 2018, quando disputou sua primeira eleição para o governo de Minas Gerais.

Ele venceu no segundo turno com mais de 70% dos votos válidos e se tornou o primeiro governador eleito pelo partido Novo. Foi reeleito em 2022 com 56,18% dos votos válidos no primeiro turno.

Antes de entrar para a política, Zema atuou por 26 anos como CEO do Grupo Zema, que atua nos mercados de varejo, distribuição de combustível, concessionárias de veículos, serviços financeiros e autopeças. Em 2022, ele declarou um patrimônio de quase R$ 130 milhões.

O ex-governador de Minas Gerais é o terceiro candidato lançado pelo Novo à Presidência.

Em 2018, o empresário João Amoêdo, então presidente do partido, surpreendeu ao terminar o primeiro turno em quinto lugar — com 2,5% dos votos válidos —, à frente de candidatos como Henrique Meirelles e Marina Silva (Rede).

Já em 2022, o Novo lançou o cientista político Felipe D'Ávila, que recebeu 0,47% dos votos válidos.

Renan Santos (Missão)

Vice: Aroldo Medina (Missão)

Em 2018, o MBL apoiou a candidatura de Bolsonaro. Em 2022, fizeram campanha pelo voto nulo no segundo turno
Em 2018, o MBL apoiou a candidatura de Bolsonaro. Em 2022, fizeram campanha pelo voto nulo no segundo turno
Foto: Reprodução/Instagram / BBC News Brasil

O partido Missão, recém-fundado por parte dos fundados do Movimento Brasil Livre (MBL) foi o primeiro a oficializar uma candidatura à Presidência. A convenção da sigla — uma exigência da lei eleitoral para a homologação das candidaturas — ocorreu de forma online no último dia 20 e escolheu o tenente-coronel da reserva da Brigada Militar Aroldo Medina, também do Missão, como vice.

A convenção foi antecipada, segundo Santos, para garantir a proteção da Polícia Federal (PF), um direito que todos os candidatos têm. Ele afirma que recebeu ameaças de duas facções criminosas do Ceará, além de ter sofrido intimidações do Primeiro Comando da Capital (PCC) em São Paulo, e do Comando Vermelho (CV) no Rio de Janeiro.

Após a convenção protocolar, o Missão realizou evento para sua militância em São Paulo no sábado (1/8), confirmando a candidatura de Renan Santos.

O MBL foi criado em 2014 e ganhou projeção nacional durante as manifestações pelo impeachment da então presidente Dilma Rousseff, quando ajudou a organizar protestos de rua contra o governo do PT.

Junto com Kim Kataguiri (Missão), que hoje exerce o cargo de deputado federal, Santos ficou conhecido por sua atuação nas mobilizações de rua e presença nas redes sociais.

Em 2018, o MBL apoiou a candidatura de Bolsonaro. Em 2022, fizeram campanha pelo voto nulo no segundo turno.

Em entrevista à BBC News Brasil em dezembro do ano passado, Kataguiri disse que apoiar Bolsonaro em 2026 estava "fora de cogitação" e que Santos seria o representante do movimento.

Samara Martins (UP)

Vice: Raquel Bricio(UP)

Samara Martins (à esquerda) ao lado da vice Raquel Bricio
Samara Martins (à esquerda) ao lado da vice Raquel Bricio
Foto: Reprodução/Redes Sociais / BBC News Brasil

O Partido Unidade Popular (UP) apostou em uma chapa só com mulheres para a disputa desta eleição, com Samara Martins encabeçando a candidatura, e a guarda-portuária e sindicalista paraense Raquel Bricio como vice.

Samara tem 36 anos, é dentista e vice-presidente nacional do partido. Ela também atua no Movimento de Mulheres Olga Benário e na Frente Negra Revolucionária.

No lançamento da candidatura, realizado na Universidade Zumbi dos Palmares, em São Paulo, Samara defendeu a reestatização de empresas privatizadas, a revisão do destino dos recursos do orçamento federal e a realização de uma auditoria da dívida pública como algumas das prioridades de um eventual governo.

O nome dela aparece com menos de 1% das intenções de voto.

Na última eleição, o UP lançou Léo Péricles como candidato à presidência. Ele obteve 0,05% dos votos válidos.

Hertz Dias (PSTU)

Vice: Vanessa Portugal (PSTU)

O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) lançou a candidatura de Hertz Dias e sua vice, Vanessa Portugal, na última sexta-feira (31/7) em São Paulo.

Hertz é professor de História da rede pública em São Luís, no Maranhão, rapper e ativista do movimento negro. Em 2022, ele foi candidato ao governo do Estado e teve 0,15% dos votos (5.191 votos).

Já Vanessa Portugal é professora da rede pública de Belo Horizonte (MG) e dirigente sindical.

Edmilson Costa (PCB)

Vice: Cleusa Santos (PCB)

Edmilson Costa com o braço levantado
Edmilson Costa com o braço levantado
Foto: Divulgação/PCB / BBC News Brasil

Edmilson Costa e Cleusa Santos foram confirmados candidatos do PCB neste sábado (1/8) com um ato na Câmara Municipal de São Paulo.

Edmilson é doutor em Economia pela Unicamp, com pós-doutorado no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da mesma universidade e atual secretário-geral do PCB.

Já Cleusa Santos é professora titular aposentada da Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e doutora em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Dentre as propostas do PCB estão a estatização do sistema financeiro por meio da criação de um Banco dos Trabalhadores, a suspensão do pagamento da dívida pública e a reestatização de empresas.

Augusto Cury (Avante)

Vice: Júlio Delgado (Avante)

No dia 5 de abril, o Avante anunciou a filiação e o lançamento da pré-candidatura de Cury
No dia 5 de abril, o Avante anunciou a filiação e o lançamento da pré-candidatura de Cury
Foto: Reprodução/Rede Social / BBC News Brasil

Augusto Cury é psiquiatra e autor de dezenas de livros, entre eles o best-seller O Vendedor de Sonhos, que em 2009 recebeu o prêmio de melhor ficção pela Academia Chinesa de Letras e foi adaptado ao cinema.

O escritor já havia manifestado nas redes sociais a intenção de disputar a eleição para presidente este ano, mas buscava um partido para se filiar.

No dia 5 de abril, o Avante anunciou a filiação e o lançamento da pré-candidatura de Cury. Em uma publicação nas redes sociais, a legenda afirmou: "O povo brasileiro não aguenta mais essa polarização e é preciso virar essa página com alguém que consiga fazer o nosso país avançar com prosperidade e qualidade de vida para as pessoas!".

Esta será a primeira vez que Cury disputa um cargo eletivo.

"Se tivesse o privilégio de sentar na cadeira de presidente, nos primeiros dias chamaria vários políticos, como Putin e Zelensky, para conversar, porque sou um especialista em pacificação de conflitos, tenho livros sobre isso", disse à BBC News Brasil.

Entoando o lema de que tem "uma mente capitalista e um coração social", o escritor acrescenta que, caso seja eleito em outubro, espera "inspirar outros atores nas mais diversas nações, seja na Ásia, seja no mundo ocidental", a pôr fim às guerras e resolver desafios como a fome mundial.

A convenção que confirmou sua candidatura aconteceu no dia 3 de agosto, mas na ocasião nenhum vice foi anunciado.

Na quarta-feira (5/8), Cury anunciou o ex-deputado federal de Minas Gerais Júlio Delgado (Avante) como vice na chapa.

Rui Costa Pimenta (PCO)

Vice: Antônio Carlos Silva (PCO)

Rui Costa Pimenta é jornalista, presidente do Partido da Causa Operária (PCO) e um dos fundadores da legenda. A pré-candidatura dele à Presidência foi lançada no fim de maio e deve ser confirmada nos dias 1º e 2 de agosto, durante a convenção da sigla.

Essa não é a primeira vez, contudo, que ele disputa uma eleição presidencial. Rui foi candidato em 2002, 2010 e 2014. Na eleição em que obteve seu melhor desempenho, em 2002, recebeu 38.619 votos, o equivalente a 0,05% do total.

Rui participou da fundação do PT e já foi diretor da Central Única dos Trabalhadores (CUT) na Grande São Paulo. Em 1992, deixou o partido.

A chapa será composta pelo professor da rede pública do Rio de Janeiro Antônio Carlos Silva como vice.

Clariana Barão (DC)

Vice: Fabiana Torquato (DC)

Fabiana Torquato (à esquerda) será vice de Clariana Barão (direita) na chapa lançada pelo DC
Fabiana Torquato (à esquerda) será vice de Clariana Barão (direita) na chapa lançada pelo DC
Foto: Reprodução/Redes Sociais / BBC News Brasil

No último dia do prazo para a realização das convenções partidárias, o partido Democracia Cristã (DC) oficializou a advogada Clariana Barão como candidata à Presidência da República.

Clariana surge como o "plano C" da legenda após uma série de mudanças em sua estratégia eleitoral.

Em janeiro, o ex-ministro e ex-deputado federal Aldo Rebelo foi lançado como pré-candidato do partido. No entanto, em maio, o presidente do DC, João Caldas, anunciou a substituição de Rebelo pelo ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, que havia se filiado recentemente à sigla.

Segundo o portal UOL, a troca ocorreu em razão do baixo desempenho de Rebelo nas pesquisas de intenção de voto.

A estratégia, porém, voltou a mudar quando Joaquim Barbosa decidiu não disputar a Presidência.

Aldo Rebelo também deixou de ser uma opção para a chapa após assumir a coordenação da campanha de Ronaldo Caiado (PSD), abrindo caminho para a candidatura de Clariana Barão.

Clariana é advogada, natural do Mato Grosso e tem experiência em direito administrativo e gestão pública. Ela lidera uma chapa 100% feminina, com Fabiana Torquato de vice.

Leonardo Avalanche (PRTB)

Vice: Tenente Dalma (PRTB)

Leonardo Avalanche
Leonardo Avalanche
Foto: Divulgação/PRTB / BBC News Brasil

O Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) lançou Leonardo Alves de Araújo, o Leonardo Avalanche, à presidência em um ato no ábado (1/8) em Goiânia.

Na terça, o partido confirmou a Tenente Dalma como vice na chapa.

Avalanche, que é também presidente do PRTB desde 2024, defende a criação de um imposto único de 3,5%, a redução da tributação sobre motoristas de aplicativos e mudanças no IPVA.

Avalanche é réu na Justiça Eleitoral de São Paulo, acusado de violência política e associação criminosa.

Segundo o promotor Renato Kim Barbosa, Avalanche teria comandado uma fraude na eleição da legenda para ser o vencedor. Para isso, o acusado teria recrutado pessoas que se passaram por fundadoras do partido utilizando documentos de identidade falsificados. O dirigente nega.

Wilson Grassi (Democrata)

Vice: Suêd Haidar (Democrata)

Wilson Grassi
Wilson Grassi
Foto: Divulgação / BBC News Brasil

O partido Democrata, antigo Partido da Mulher Brasileira, oficializou o nome do veterinário Wilson Grassi no domingo (2/8), durante a convenção nacional do partido, realizada no Rio de Janeiro. Esta é a primeira vez que a legenda lança um candidato próprio à Presidência.

Natural de São Paulo, Grassi tem 56 anos. Em 2024, concorreu ao cargo de vereador pelo PRTB (Partido Renovador Trabalhista Brasileiro) nas eleições municipais.

O partido Democrata foi fundado em 2008, com o nome de Partido da Mulher Brasileira, pela militante Suêd Haidar, que continua na presidência da sigla. Em dezembro de 2025, a legenda alterou seu nome, com autorização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). À época, era o 35º partido registrado no Brasil.

Haidar também integra a chapa de Wilson Grassi como candidata a vice-presidente.

BBC News Brasil BBC News Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da BBC News Brasil.
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra