Presidente do PL diz que Jair Bolsonaro vai participar muito de um governo Flávio Bolsonaro
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que Jair Bolsonaro terá forte influência em um eventual governo de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, mas sem assumir ministérios, já que cumpre prisão domiciliar por tentativa de golpe. Flávio, que liderou o primeiro turno contra Lula, defende a anistia do pai. Sobre a atuação da futura bancada recorde de 28 senadores do PL, Valdemar indicou que debaterão o impeachment de ministros do STF, mas pediu moderação para evitar crises no país.
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse nesta segunda-feira que o ex-presidente Jair Bolsonaro vai participar muito de um eventual governo do primogênito dele, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mas não ocupará um cargo na gestão federal.
"Bolsonaro vai participar muito dessa administração, não tenho dúvida disso", disse o dirigente partidário.
"Não vai ser ministro, mas vai dar opinião", emendou ele, em entrevista à GloboNews.
Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado para impedir no início de 2023 a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O petista é candidato à reeleição e terminou o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro, contrariando o que apontava as principais pesquisas de intenção de voto.
Flávio já disse em diversas falas públicas que vai trabalhar pela anistia do seu pai e de outros condenados por tentativa de golpe pelo STF.
IMPEACHMENTS DE MINISTROS DO STF
O dirigente partidário disse que os senadores eleitos devem fazer a discussão sobre eventuais impeachments de ministros do Supremo, lembrando que eles têm muita força e independência para atuar. Mas alertou que não se pode "colocar fogo" no país.
Essa foi uma das principais bandeiras dos senadores eleitos pelo PL, que fará a partir do próximo ano a maior bancada desde a Constituição de 1988, com 28 senadores.
"Precisamos tocar um país pra frente, segurar gastos", disse.
"Não podemos colocar fogo no país, isso não interessa para ninguém e temos que ter equilíbrio no Senado para que a gente possa melhorar o país", avaliou.
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