Zema defende impeachment e prisão de ministros do STF: 'Corrupção corre solta'
Ex-governador de MG voltou a dizer que daria indulto a Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes contra a ordem democrática
Romeu Zema, candidato à Presidência pelo Novo, defendeu impeachment e prisão de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi dada a jornalistas em sabatina do SBT News, nesta quarta-feira, 19.
O ex-governador de Minas Gerais também afirmou que "a corrupção está correndo solta" na Suprema Corte brasileira. Zema acusou magistrados, a quem se referiu como "algumas frutas podres", de pegar carona no jatinho do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Sobre mudanças no STF, o candidato defendeu o fim de decisões monocráticas, idade mínima de 60 anos e aplicação de lista tríplice antes da indicação feita pelo presidente da República. Também criticou a forma como a nomeação é feita. "O Lula pôs os advogados dele e do PT, além do ministro dele. Faltou colocar a sogra e o sobrinho."
Questionado sobre as penas aos condenados pela tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro, Romeu Zema se referiu às condenações como "um absurdo" e "uma injustiça gigantesca".
O ex-governador mineiro classificou o ocorrido como atos de vandalismo e depredação e negou que tenha havido tentativa de golpe. "Houve tiro ou derramamento de sangue? Para mim não foi." Zema também afirmou que daria indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem se referiu como perseguido político.
O STF condenou Bolsonaro a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes contra a ordem democrática brasileira.
Economia e desempenho ruim nas pesquisas
Romeu Zema criticou as relações de trabalho no Brasil e defendeu maior flexibilização das regras trabalhistas, mas negou querer acabar com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Sobre isenções fiscais a empresas e setores do Estado, o ex-governador disse que não criou incentivos novos às companhias e atribuiu a responsabilidade aos antecessores. "No meu governo, elas passaram a pagar mais impostos."
O candidato do Novo ainda defendeu que a dívida pública de Minas Gerais reduziu, ao passo que os gastos em Brasília, em alusão ao governo federal, "só aumentam", segundo ele.
No tema de relações internacionais, o candidato fez críticas aos países dos Brics e sinalizou aproximação com nações como os Estados Unidos e Europa, a quem o Brasil "virou as costas", de acordo com ele.
O ex-governador ainda afirmou que conduziria a crise diplomática com os EUA de forma diferente do que vem sendo feito. "Pegaria o primeiro avião para Washington." Zema indicou que permitiria a atuação das forças armadas norte-americanas no combate a facções criminosas no País. "É algo a ser analisado."
Questionado sobre o desempenho ruim nas pesquisas de intenção de votos em Minas Gerais, Zema disse que os eleitores vão se atentar à disputa nos últimos dias de campanha. "Os brasileiros estão preocupados em sobreviver."
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.