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Política

Zambelli solicita que MPF investigue Janja por suposta interferência em caso de Robinho

Segundo deputada, a primeira-dama teria pressionado o relator do caso no STJ, Francisco Falcão, com o objetivo de garantir prisão de jogador

1 abr 2024 - 13h37
(atualizado às 14h16)
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Resumo
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) solicitou uma investigação sobre suposta interferência da primeira-dama Janja no caso envolvendo o jogador Robinho.
Lula e Janja em evento no fim de dezembro em Brasília
Lula e Janja em evento no fim de dezembro em Brasília
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) solicitou ao Ministério Público Federal (MPF) uma investigação sobre a possível interferência da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, no caso envolvendo o jogador Robinho.  

Segundo a deputada, Janja teria pressionado o relator do caso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), Francisco Falcão, com o objetivo de garantir a prisão de Robinho. A suposta interferência teria ocorrido por meio de uma ligação telefônica e foi revelada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Pelas redes sociais, Zambelli disse que o pedido de investigação tem o objetivo de apurar se a primeira-dama cometeu os crimes de coação no curso do processo e tráfico de influência.

“Entramos no MPF ontem, com notícia-crime e consequente requerimento de abertura de investigação contra Janja pela possibilidade dela ter incorrido nos crimes de coação no curso do processo e tráfico de influência, segundo denúncia veiculada pela imprensa”, escreveu. 

No dia 20 de março, por uma votação de 9 a 2, o STJ determinou que o ex-jogador Robinho deve cumprir no Brasil a pena de nove anos à qual foi condenado na Itália por crime de estupro. O relator do caso, ministro Francisco Falcão, votou a favor do cumprimento da pena no País. Na decisão, o magistrado considerou que não existem impedimentos constitucionais ou legais para a homologação da sentença.

Prisão do Robinho 

A prisão do jogador foi feita por equipes da PF no dia 21, em Santos (SP). Na ocasião, a Polícia Federal cumpriu o mandado da Justiça e deteve Robinho no condomínio onde o jogador tem residência no litoral paulista.

Após a sentença, foi decidido que Robinho ficará em regime fechado devido ao crime ser considerado grave e ter pena superior a oito anos. As questões relacionadas à progressão do regime de pena deverão seguir as normas da Lei de Crimes Hediondos e da Lei de Execução Penal brasileiras.

Fonte: Redação Terra
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