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Vice-líder do governo diz que pedidos de impeachment serão "todos rejeitados"

18 mai 2017
18h31
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O vice-líder do governo na Câmara, Darcísio Perondi (PMDB-RS), disse hoje (18) que os pedido de abertura de impeachment do presidente Michel Temer "serão todos rejeitados" pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ).  Junto com um grupo de 25 deputados, Perondi passou a manhã em reuniões no Palácio do Planalto e falou à imprensa logo depois que Temer afirmou, em pronunciamento nacional, que não renunciará ao cargo.

Deputado Darcísio Perondi, vice-líder do governo na Câmara   
Deputado Darcísio Perondi, vice-líder do governo na Câmara
Foto: Agência Brasil

"Quem propôs [o impeachment] enterrou o País e agora quer, de novo, propor o impeachment para voltar toda aquela política que destruiu empregos, lojas, sonhos, que piorou o Brasil. É o mesmo pessoal", disse o deputado.

Nesta quinta-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a abertura de inquérito para investigar o presidente Michel Temer. A medida foi tomada a partir de depoimentos de delação premiada dos empresários Joesley Batista e Wesley Batista, donos do grupo JBS. Segundo reportagem do jornal O Globo, que antecipou o conteúdo dos depoimentos, em encontro gravado em áudio por Joesley, Temer teria sugerido que se mantivesse pagamento de mesada ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e ao doleiro Lúcio Funaro para que estes ficassem em silêncio. Após a denúncia, parlamentares da oposição já protocolaram pedidos de impeachment de Temer.

Perondi disse não acreditar que as denúncias possam prejudicar as votações das reformas trabalhista e da Previdência, que tramitam no Congresso. "A esperança vai permanecer no coração do Congresso, e vamos votar, sim. Ainda mais com um comandante do nível do Michel. Não tem outro que tenha mais diálogo no Brasil do que o Michel. O Getúlio Vargas foi ditador. Quem dialoga e quem teve esse sucesso? Não teve outro presidente com este sucesso de diálogo com o Congresso", disse o vice-líder.

Cilada

Darcísio Perondi disse ainda que Joesley Batista "é um moleque" que tinha apenas um matadouro há alguns anos e que atualmente é dono "da maior multinacional de carnes do mundo", graças a financiamentos facilitados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) durante os governos de Lula e Dilma.  Segundo Perondi, o encontro entre Temer e Joesley, no qual teria sido feita a gravação, só ocorreu após muita insistência do empresário, que armou "uma cilada" para o presidente. "Ele [Joesley] tentou por 60 dias ser recebido [pelo presidente]. Basta olhar as agendas de telefone do Palácio. Amigos comuns pediam que ele o atendesse, mas Michel não queria. Esse empresário, muito esperto, descobriu o telefone particular do Michel, que é homem gentil e o atendeu e o chamou. Aí, ele mostrou sua falta de caráter, orientada não sei por quem. Com certeza, foi uma cilada", disse o vice-líder do governo.

De acordo com o deputado, que esteve com o presidente Temer durante boa parte do dia, o clima no Palácio do Planalto é de "absoluta indignação e sofrimento, pensando no povo brasileiro, que acreditou e ainda vai continuar acreditando neste governo reformista".

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Agência Brasil Agência Brasil

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