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Política

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Tarcísio defende Bolsonaro, diz que 'tempo trará justiça' e que não haverá paz sem 'eleições livres'

Governador evita citar o STF, mas critica "sucessão de erros" e defende eleições livres e justas

18 jul 2025 - 13h02
(atualizado às 14h01)
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), saiu em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta sexta-feira, 18, após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) impor uma série de medidas cautelares ao ex-mandatário, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. Sem citar diretamente o Supremo ou o ministro, Tarcísio afirmou que não haverá paz sem eleições livres e disse que "o tempo trará a justiça". Para ele, a "sucessão de erros que estamos vendo acontecer afasta o Brasil do seu caminho".

"Não conheço ninguém que ame mais este país, que tenha se sacrificado mais por uma causa, quanto Jair Bolsonaro. Não imagino a dor de não poder falar com um filho. Mas se as humilhações trazem tristeza, o tempo trará a justiça", disse o governador, que acrescenta: "Não haverá pacificação enquanto não encontrarmos o caminho do equilíbrio. Não haverá paz social sem paz política, sem visão de longo prazo, sem eleições livres, justas e competitivas. A sucessão de erros que estamos vendo acontecer afasta o Brasil do seu caminho."

O governador, que na última semana virou alvo de bolsonaristas por defender uma saída diplomática para a taxação imposta por Trump, ainda afirmou na nota que "coragem é um atributo que quem conhece Jair Bolsonaro sabe que nunca lhe faltou". "Não faltou quando atentaram contra a sua vida. Não faltou para lidar com as crises sem precedentes que este país passou quando ele era presidente. Não faltou para defender a liberdade, valores, ideais e combater injustiças. E não vai faltar agora, pois ele sabe que estamos e seguiremos ao seu lado."

Bolsonaro foi alvo de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal nesta sexta-feira, em Brasília. Por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente terá de usar tornozeleira eletrônica e está impedido de usar redes sociais.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em ato na Avenida Paulista
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em ato na Avenida Paulista
Foto: Tiago Queiroz/Estadão / Estadão

Além da tornozeleira eletrônica, Bolsonaro terá de cumprir recolhimento domiciliar das 19h às 7h. Também está proibido de manter contato com embaixadores, diplomatas estrangeiros e demais réus ou investigados pelo Supremo.

A defesa de Bolsonaro disse, em nota, que recebeu "com surpresa e indignação a imposição de medidas cautelares severas contra ele" e afirmou que o ex-presidente "sempre cumpriu com todas as determinações do Poder Judiciário". Ainda segundo os advogados, a defesa vai se manifestar oportunamente, após ter acesso à decisão.

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