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Steinbruch só espera convite para ser vice de Ciro Gomes

Presidente da Companhia Siderúrgica Nacional está pronto para encarar as próximas eleições como candidato da chapa do pedetista

14 jun 2018
08h17
atualizado às 08h40
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Presidente da Companhia Siderúrgica Nacional, o empresário Benjamin Steinbruch está pronto para encarar as próximas eleições como candidato a vice-presidente na chapa encabeçada pelo pedetista Ciro Gomes, e espera apenas um convite formal, disse à Reuters uma fonte próxima ao empresário.

Pré-candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, em entrevista à Reuters 15/03/2018 REUTERS/Sergio Moraes
Pré-candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, em entrevista à Reuters 15/03/2018 REUTERS/Sergio Moraes
Foto: Reuters

Há cerca de uma semana, Steinbruch pediu seu afastamento do cargo de vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Antes, ainda na janela partidária, havia se filiado ao PP, já com vistas a um cargo público.

Com o cenário eleitoral fragmentado e os partidos tentando fechar alianças de olho em tempo de propaganda eleitoral no rádio e televisão, o convite formal ao empresário ainda não veio, mas Steinbruch já foi consultado.

"O Ciro fez uma sondagem concreta a ele (Steinbruch)... Ainda não foi definido que será o vice na chapa, mas se ele for convidado, ele aceita", disse a fonte próxima ao empresário, na quarta-feira. "Ele se sente muito honrado com o convite."

Steinbruch é exatamente o perfil desejado por Ciro para seu vice-presidente.

"Ciro tem dito que o perfil que deseja para seu vice-presidente é alguém do setor produtivo e do Sul ou Sudeste. Ele acredita que é um complemento a seu perfil", disse à Reuters Cid Gomes, irmão do presidenciável e coordenador informal da campanha do pedetista. "Mas o partido só vai tratar da Vice-Presidência depois de resolver as coligações."

PSB também pode ter vice

O PDT, no entanto, tem os olhos no PSB como seu principal possível aliado e pode terminar por oferecer a vaga de candidato a vice aos socialistas, se isso for necessário para fechar a aliança. Em conversa com a Reuters, o líder do PDT na Câmara, André Figueiredo (CE), admitiu que a vaga pode mesmo ir para o PSB e um nome possível seria o do ex-prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda.

"O PSB tem sido nosso esforço maior porque o partido não tem candidato. É deselegante se tratar disso com um partido que já tem candidatura", disse Cid Gomes.

O PP, na verdade, não tem candidatura própria, mas até agora estaria fechado com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM). No entanto, de acordo com uma fonte do PP, Maia deve anunciar nos próximos dias sua desistência da candidatura presidencial, o que deixaria o PP livre para analisar novas alianças.

A mesma fonte admite que o PP tem conversado não apenas com o DEM, mas com o MDB e com o PDT. A associação com Ciro Gomes tem uma vantagem direta para o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), candidato à reeleição em seu Estado, onde Ciro Gomes tem boa intenção de voto, mesmo que o viés de centro-esquerda do PDT divirja do PP, que é de centro-direita.

Relação pesoal

A proximidade entre Steinbruch e Ciro Gomes ajuda nas conversas, ambos se conhecem há cerca de 30 anos. Além disso, o presidenciável já foi diretor da CSN e presidente da Transnordestina Logística, uma subsidiária da CSN, até maio de 2016, e atualmente mantêm conversas frequentes com Steinbruch.

O empresário também defende temas semelhantes aos apoiados por Ciro, como redução dos juros da economia, ampliação do crédito e criação de uma política industrial.

De acordo com a fonte próxima ao empresário, Steinbruch está disposto a entrar para a política, mesmo que não seja em um cargo de vice-presidente. Aceitaria, por exemplo, ser ministro da Indústria. "Se for convidado para ministro, ele aceita", disse a fonte.

O presidente do PDT, Carlos Lupi, confirmou as conversas com o PP. "Uma aliança com o PSB não exclui o PP. Queremos uma aliança forte e que inclua o capital produtivo", disse à Reuters. Lupi, no entanto, repete Cid e afirma que uma conversa sobre a Vice-Presidência só será feita depois da aliança fechada, e a prioridade no momento é o PSB.

"Não se pode configurar o vice sem ter as alianças definidas. E a tendência que isso só seja acertado no limite da legislação eleitoral", explicou.

Os partidos têm de 20 de julho a 5 de agosto para realizar as convenções partidárias que oficializarão as candidaturas e as coligações para a eleição de outubro.

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