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SP pede ajuda a Dilma para obras de R$ 3,5 bi contra seca

Governador apresentou plano de oito obras de "médio prazo" para a presidente Dilma Rousseff

10 nov 2014
18h11
atualizado em 11/11/2014 às 07h23
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O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, apresentou nesta segunda-feira à presidente Dilma Rousseff um pacote de oito obras estruturantes, ao custo de R$ 3,5 bilhões, para o abastecimento de água no Estado, mas que não resolvem a crise atual. O pedido de ajuda de Alckmin não inclui obras emergenciais, pois ele garantiu que já estão em andamento. 

<p>Geraldo Alckmin afirmou que obras emergencias já estão sendo feitas</p>
Geraldo Alckmin afirmou que obras emergencias já estão sendo feitas
Foto: Diário de SP

“Essas obras estão previstas no planejamento (do governo do Estado) e entrarão no médio prazo, ou seja, não dialogam com a crise atual. (…) O governador de São Paulo não pediu nada ao governo federal de obras emergenciais para essa crise nem para imediatamente, e nem para outras obras estruturantes para até 2035”, disse a ministra do Planejamento, Miriam Belchior.

Alckmin foi ao Palácio do Planalto questionar sobre a possibilidade de o governo federal ajudar o Estado com recursos do Tesouro Nacional ou por meio de financiamento. Dilma, no entanto, pediu um detalhamento maior por parte do Estado sobre os projetos. Um grupo de trabalho entre ministros e secretários de Estado foi criado e vai se reunir na próxima segunda-feira para discutir o planejamento.

A obra com prazo menor de conclusão é um adutora emergencial para transpor água do reservatório de Jaguari, na bacia do Rio Paraíba do Sul, a Atibaia, com objetivo de reforçar a captação na região de Campinas. Com o custo de R$ 150 milhões, ficaria pronta em nove meses, de acordo com a estimativa do governo.

O projeto mais caro é o que prevê a interligação do mesmo reservatório à Atibainha, no Cantareira, com custo previsto em R$ 830 milhões e prazo de 14 meses. O projeto chegou a enfrentar resistência do governo do Rio de Janeiro, que depende do abastecimento do rio Paraíba do Sul.

Entre 2013 e 2014, em um período historicamente chuvoso, São Paulo viveu uma estiagem atípica. A falta de chuvas comprometeu o nível do Sistema Cantareira, que abastece parte da capital e da Grande São Paulo. De acordo com o governador de São Paulo, a região enfrenta a maior seca dos últimos 84 anos, mas os cidadãos não correm o risco de ficar em água.

“Não há esse risco, nós já temos repetido desde o início do ano. Temos em São Paulo um sistema extremamente forte, nem entramos na segunda reserva técnica. Mas nem são obras para amanhã, as obras para amanha já estão sendo feitas”, disse o governador.

Segundo informações divulgadas nesta segunda-feira pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o nível do Sistema Cantareira teve nova queda entre domingo e esta segunda-feira, passando de 11,4% para 11,3%. O manancial e os outros cinco restantes do Estado devem continuar caindo até quarta-feira, quando o tempo permanecerá seco.

Durante as eleições, a campanha de Dilma Rousseff explorou a crise hídrica em São Paulo, atribuindo o problema a falta de planejamento do governo tucano. Alckmin considerou “desrespeitoso” o uso eleitoreiro do problema e criticou a petista por não ter retirado impostos do saneamento.

Projetos apresentados por Alckmin
1 – Interligação do reservatório de Jaguari ao Atibainha (R$ 830 milhões)
2 – Construção das barragens de Predreira e Duas Pontes (R$ 760 milhões)
3 – Sistema adutor regional para PCJ (R$ 397 milhões)
4 – Interligação do rio Pequeno com a represa Billings (R$ 500 milhões)
5 – Estação de reuso para reforçar o sistema Guarapiranga (R$ 250 milhões)
6 – Estação de reuso para reforçar o Sistema Baixo Cotia (R$ 275 milhões)
7 – Adutora emergencial Jaguari-Atibaia para reforço em Campinas (R$ 150 milhões)
8 – Bateria de 14 poços no afloramento do Aquífero Guarani e adução para bacias PCJ (R$ 350 milhões)

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Fonte: Terra
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