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Política

SP: 6 dos 9 vereadores de Sabino são cassados por compra de votos

13 jan 2014 - 22h11
(atualizado às 22h19)
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Seis dos nove vereadores do município de Sabino, no interior de São Paulo, tiveram os mandatos cassados pela Justiça Eleitoral no final da tarde desta segunda-feira. A ação tem como origem uma denúncia de compra de votos durante as eleições de 2012. 

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A decisão, assinada pelo juiz eleitoral Antônio Fernando Bittencourt Leão, da Comarca de Lins (SP), alcança também os 18 vereadores que não se elegeram e seriam suplentes. Henry Manfrim Ozório Dias (PT), Valdecir Brandão (PSB), Paulo César Flores (PSB), João Roberto Carnicer Artero (PSB), Alexandre Ezídio da Silva (PV) e Wagner Alexandre Dantas Ávila (PR) podem recorrer da decisão em primeira instância, mas terão que deixar os cargos assim que forem notificados pela Justiça Eleitoral. A suplente do vereador Alexandre Ezídio da Silva, que está afastado, Bilu Bezerra, também está entre os suplentes cassados.

Segundo a denúncia, 1,5 mil eleitores da cidade, que tem pouco mais de 5 mil habitantes, teriam recebido R$ 100 cada em troca do voto e, na semana seguinte ao pleito, havia o compromisso de entregar aos coordenadores da campanha o comprovante de votação para poderem receber o dinheiro. No dia seguinte às eleições, por determinação da Justiça Eleitoral, documentos foram apreendidos na casa do coordenador da campanha eleitoral dos vereadores cassados contendo uma relação dos eleitores que receberam dinheiro em troca de votos. 

Em depoimento à Justiça uma eleitora da cidade confirmou a existência do esquema, mas revelou que se recusou a aceitar o dinheiro. “Olha, meu nome está numa lista lá dos 40 (coligação partidária dos réus), foi feita essa lista, pediram RG, CPF, pediram para dar comprovante de voto, só que o papel não dei, porque sei que é um documento que não pode dar e eles dariam uma gratificação depois que a gente votasse. Só que tinha muita gente em cima de cabos eleitorais que estavam fazendo o pagamento, eu de imediato falei que ia aceitar o dinheiro só que, como sendo professora, mexendo com criança, adolescente e lá o projeto onde trabalho, senti muita vergonha, sinto vergonha de estar incluída nessa lista porque a cidade é pequena, eu fiquei até doente com isso tudo, senti vergonha mesmo, senhor juiz, não peguei o dinheiro, confesso que meu nome estava na lista”, disse em depoimento. 

Os seis vereadores também tiveram os direitos políticos cassados por oito anos (a partir do pleito de 2012) e terão que pagar multa de dez mil Unidades de Referência Fiscal (Ufirs) cada. O Terra não conseguiu contato com os vereadores citados para comentar o caso. 

Histórico de cassações

Em janeiro de 2013, o prefeito eleito Carlos Eduardo Cruz Bergamaschi (PSB), conhecido por Carlos Tetão, e o vice-prefeito Carlos Alberto Florindo (PSB), o Lelo, também foram cassados pela Justiça Eleitoral por compra de votos. Eles pertencem ao mesmo grupo político dos seis vereadores cassados nesta segunda-feira. 

Pedro de Paula (DEM), que ficou em segundo lugar na disputa, assumiu e permanece no cargo até hoje. O advogado dele, Ruy Arruda Neto, foi quem denunciou à Justiça o esquema de compra de votos.  

<a data-cke-saved-href="http://noticias.terra.com.br/infograficos/mapa-eleitoral-2014/" href="http://noticias.terra.com.br/infograficos/mapa-eleitoral-2014/">Mapa eleitoral 2014</a>
Fonte: Especial para Terra
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