Moisés Barboza questiona discussões na Câmara e analisa movimentações de Eduardo Leite
Por fim, o tucano também fez críticas ao estilo de campanha de alguns pré-candidatos, afirmando que há quem priorize a repercussão nas redes sociais em vez da apresentação de propostas concretas
Em entrevista ao programa Raio X nesta quinta-feira (2), o presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre, Moíses Barboza (PSDB), criticou o que classificou como desvios de foco no debate legislativo. Segundo ele, embora a maioria dos vereadores esteja comprometida com pautas da cidade, há um grupo que prioriza conflitos e discussões paralelas. Como exemplo, citou o episódio em que parlamentares discutiram o gênero da deputada federal Erika Hilton durante a votação do Plano Diretor. "O que isso vai ajudar o cidadão de Porto Alegre?", questionou.
Na mesma entrevista, Barboza também comentou o cenário político nacional e as movimentações partidárias recentes. Ele afirmou que o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, chegou a ser o único pré-candidato à presidência do PSDB antes de deixar a legenda. Segundo o vereador, integrantes do partido chegaram a alertar que a troca de sigla não garantiria espaço em outra agremiação, além de criticar declarações públicas de Leite sobre o enfraquecimento do PSDB.
O presidente da Câmara ainda analisou o posicionamento do PSD, partido atualmente ligado a Eduardo Leite, avaliando que a sigla tem priorizado estar próxima do poder em detrimento de uma linha ideológica clara. Para Barboza, essa postura, somada à diversidade interna de posicionamentos, pode acabar enfraquecendo o partido em disputas eleitorais, ao dificultar a construção de uma identidade política mais coesa.
Por fim, o tucano também fez críticas ao estilo de campanha de alguns pré-candidatos, afirmando que há quem priorize a repercussão nas redes sociais em vez da apresentação de propostas concretas. Em contraponto, declarou apoio ao pré-candidato ao governo do Estado Marcelo Maranata, destacando sua trajetória ligada ao municipalismo. Segundo Barboza, o projeto que defende tem foco nas demandas reais das cidades, onde, na sua avaliação, a vida cotidiana da população efetivamente acontece.