'Se tivesse roubado celular, estaria tudo bem', diz Zema sobre levar telefone para cabine de votação
Justiça Eleitoral apura conduta do candidato do Novo à Presidência; ex-governador de Minas afirmou que não foi alertado sobre veto ao uso do aparelho no local
Romeu Zema ironizou a ação aberta pelo Ministério Público Eleitoral após ele entrar com um celular na cabine de votação em Araxá (MG). O candidato alegou que usava a ferramenta virtual do TSE para consultar seus votos e que não foi avisado pelos mesários sobre o veto, negando ter feito fotos. O caso será apurado pelo TRE-MG. As normas eleitorais proíbem expressamente o porte de aparelhos eletrônicos junto à urna para resguardar o sigilo do voto, permitindo apenas anotações em papel.
O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) ironizou nas redes sociais neste domingo, 4, a ação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) após ele entrar com um celular na cabine de votação em Araxá (MG). "Mas se eu tivesse roubado um celular e falasse que era pra comprar uma cervejinha estaria tudo bem. Mais um dia de Brasil", escreveu.
Na publicação, Zema também questionou o fato de a Justiça Eleitoral disponibilizar ferramentas virtuais para auxiliar o eleitor antes da votação. "O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) cria uma ferramenta chamada 'Colinha Virtual', a gente usa e o MPE ajuíza uma ação CRIMINAL contra mim porque usei o celular. (???)", afirmou.
O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, diz que intercorrências com celular são comuns e afirmou que a Justiça Eleitoral tomará providências.
O MPE ingressou com a ação após Zema ser flagrado com o aparelho em mãos diante da urna. Mais cedo, o candidato disse que não havia sido alertado pelos mesários sobre a proibição e negou ter feito fotografias ou registros durante o voto. O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) informou que o episódio será apurado.
Zema afirmou que não foi alertado sobre o veto ao uso do aparelho e disse que havia temas mais importantes para serem debatidos na eleição.
As regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proíbem que eleitores portem celulares, câmeras ou outros equipamentos capazes de comprometer o sigilo do voto dentro da cabine, mesmo desligados. Os aparelhos devem ser deixados em local indicado pela mesa receptora antes da votação. A Justiça Eleitoral permite que o eleitor leve uma "colinha", mas orienta que os números dos candidatos sejam anotados em papel.
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