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"Sabia que não seria fácil", diz Bolsonaro sobre presidência

Presidente fez discurso com tons messiânicos para uma plateia de apoiadores em Presidente Prudente

31 jul 2021 14h20
| atualizado às 14h42
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Em um discurso com tons messiânicos para uma plateia de apoiadores, o presidente Jair Bolsonaro afirmou neste sábado que seu governo "acredita em Deus, respeita a família e rende homenagem a militares". Além disso, disse que "sabia que não seria fácil", mas que era preciso "mudar o destino do Brasil".

Sem máscara, Jair Bolsonaro participa de evento em Presidente Prudente
Sem máscara, Jair Bolsonaro participa de evento em Presidente Prudente
Foto: Marcos Corrêa/PR

Para uma plateia de motociclistas que o acompanharam em um passeio pelas ruas de Presidente Prudente, no interior de São Paulo, Bolsonaro citou, de forma desencontrada, algumas ideias gerais que sustentam sua base de apoio desde a eleição de 2018.

"Agradeço a Deus por minha vida. Este evento de hoje marca também nossa vida. Não existe satisfação maior para político que ser recebido desta forma em qualquer lugar do Brasil", afirmou o presidente. "Mais importante que a própria vida é a nossa liberdade", acrescentou.

Bolsonaro disse ainda que, na função de presidente da República, faz o que o povo quer que seja feito. "Tudo faremos para que nosso Brasil seja realmente uma grande nação", disse, sem se referir a algo específico. "Não dou recado, apenas transmito o que recebo de vocês", acrescentou, também sem explicar a referência.

Defesa do governo

Alvo de críticas na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, Bolsonaro fez uma defesa da atuação do governo durante a pandemia do novo coronavírus. Segundo ele, era preciso atuar em duas frentes "com a mesma responsabilidade": a do tratamento do vírus e a do desemprego. "Tinha poderes para fechar Brasil, mas não tranquei um botequim sequer", disse.

O comentário de Bolsonaro epete uma ideia defendida pelo governo desde o início da pandemia. Para especialistas ligados à área médica e mesmo economistas de fora do governo, no entanto, esta ideia traz um falso dilema: o de que tratar do vírus pressupõe prejudicar a economia.

Aos apoiadores, Bolsonaro também voltou a afirmar que o Supremo Tribunal Federal (STF) o impediu de tomar as medidas necessárias durante a pandemia. "Se tivesse autoridade para conduzir o Brasil naquele momento, menos pessoas teriam nos deixado", afirmou. O Brasil soma atualmente 555.512 mortes pela covid-19, conforme o Consórcio de Imprensa.

A afirmação do presidente sobre o Supremo, no entanto, é incorreta. Na quarta-feira, o STF já havia rebatido Bolsonaro por meio das redes sociais, afirmando que "uma mentira repetida mil vezes" não se torna verdade.

"É falso que o Supremo tenha tirado poderes do presidente da República de atuar na pandemia. É verdadeiro que o STF decidiu que União, estados e prefeituras tinham que atuar juntos, com medidas para proteger a população", disse o Supremo na ocasião.

Bolsonaro participou neste sábado de passeio de motocicletas em Presidente Prudente, no interior de São Paulo. Nesta tarde, ele visita um hospital na cidade e se reúne com prefeitos da região.

*Com informações da Equipe Portal

Estadão
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