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Política

Russomano ouve queixas de vendedores na Feira da Madrugada

18 jul 2012 - 13h53
(atualizado às 15h00)
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Ricardo Santos
Direto de São Paulo

A Feira da Madrugada, na região central da capital paulista, recebeu a visita do candidato à prefeitura de São Paulo, Celso Russomano (PRB). O político foi ao local, onde, no ano passado, após uma ofensiva da prefeitura, muitos trabalhadores foram impedidos de realizar o comércio de seus produtos.

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"O Kassab tirou minha barraca com um maçarico", afirmou Alves, que trabalhava na feira até o ano passado, quando uma operação antipirataria da prefeitura cassou sua licença para trabalhar na área. De acordo com o presidente da Comissão dos Comerciantes da Feira da Madrugada do Pátio do Pari (Cofemapp), Manuel Sabino, a ação do executivo fez com que o número de barracas na região fosse reduzido de cinco para quatro mil.

Após a operação, alguns comerciantes obtiveram liminar na Justiça e conseguiram voltar a vender no local. Outros trabalhadores, apesar da garantia do documento, foram impedidos. Há ainda casos, segundo denúncias de feirantes, de pessoas que nunca trabalharam na região, e que agora possuem barracas em função de falsas liminares. Um dos vendedores afirmou ao Terra ter recebido oferta de uma liminar forjada por R$ 100 mil. "Quem tem direito adquirido não pode ser prejudicado. Nós vamos levantar o cadastro de quem estava anteriormente, e quem provar que estava aqui vai ter seu espaço garantido. O senso de Justiça tem que estar aqui acima de qualquer coisa", prometeu Russomanno.

O candidato do PRB assumiu com os comerciantes o compromisso de regularizar a situação dos vendedores da Feira da Madrugada. "A preocupação das pessoas que estão trabalhando é muito justa. Toda vez que o poder público não participa da vida do cidadão, você tem a desorganização e o poder paralelo se instalando". Russomano também garantiu que a fiscalização no local será transparente, ao ouvir reclamações de que haveria cobrança de propina por parte de alguns fiscais.

Outra promessa do candidato aos trabalhadores foi de garantir mais espaços para o funcionamento de shoppings populares. "Não tenho ainda os lugares em mente, estamos estudando, mas no programa de governo estamos pontuando essas coisas. Esse tipo de comércio é extremamente importante, porque regula a relação de consumo. Quando você tem um comércio com preços mais baratos, você evita que o preço fique muito caro."

Rejeição e propina

Com uma grande comunidade de comerciantes de ascendência chinesa e boliviana, a Feira da Madrugada engloba milhares de pessoas em sua cadeia econômica e atrai pessoas de muitas regiões por causa dos baixos preços. A diversidade do lugar se reflete na quantidade de organizações, associações e lideranças diferentes. Junto com o candidato do PRB, caminharam pelo local Mário Ye, membro de uma das cooperativas do local; Reinaldo "Rei das Bolsas", um dos primeiros comerciantes a se instalarem no local; o presidente da Cofemapp, Sabino; e o vice-presidente da entidade, Osvaldinho, que está se lançando a vereador pelo PRP. A falta de centralização provocavam a rejeição de um grande número de vendedores.

"Se os outros candidatos aparecerem aqui acompanhados do mesmo pessoal, eu voto nulo", afirmou um comerciante que não quis se identificar. "Diga-me com quem andas e te direi quem és." Ele acusou algumas lideranças de não ter legitimidade junto aos vendedores, por não terem sido eleitas, e de cobrar ilegalmente pela instalação e manutenção das barracas.

"Tem muita denúncia de gente que toma o ponto das pessoas e vende pra outras por R$ 500 mil ou mais, dependendo do lugar", acusou Reinaldo, que se declarou um dos fundadores da feira, há cerca de sete anos. "Quando não tem fiscalização, é essa bagunça, que dá espaço para a corrupção." Além disso, o vendedor criticou as operações antipirataria da prefeitura, que não apenas apreendem os produtos, mas fecham ou retiram as barracas. "Na Galeria Pajé, eles apreendem produtos, mas não destroem a loja de ninguém. E a mercadoria? Você vai lá buscar com a nota fiscal e a prefeitura não apresenta nenhuma, some tudo."

O candidato a vereador e vice-presidente da Cofemapp, Osvaldinho, afirmou que as denúncias de corrupção chegam até ele, mas não há como checar a veracidade. "Isso tem que ser fiscalizado pela polícia, não por mim, nem pela comissão, nem pela prefeitura, é a polícia que deve prender. Não somos órgãos investigativos, somos uma organização de comerciantes", afirmou. Apesar disso, ele prometeu, caso seja eleito, a auxiliar na fiscalização e na regularização dos trabalhadores.

Russomanno participou de caminhada na Feira da Madrugada, no centro de São Paulo
Russomanno participou de caminhada na Feira da Madrugada, no centro de São Paulo
Foto: Adriano Lima / Terra
Fonte: Terra
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