Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Política

Rodrigo Pacheco se filia ao PSB de Alckmin de olho na disputa pelo governo de MG com apoio de Lula

Sem cravar qual cargo deve disputar nas eleições, ex-presidente do Senado fez um discurso com críticas ao governo Bolsonaro, da pandemia à tentativa de golpe de Estado

1 abr 2026 - 20h03
(atualizado às 20h51)
Compartilhar

BRASÍLIA - O Partido Socialista Brasileiro (PSB) filiou na noite desta quarta-feira, 1º, o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, de olho no apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à sua pré-candidatura ao governo de Minas Gerais. O senador, no entanto, não crava a qual cargo concorrerá.

O ato da filiação foi feito no diretório nacional do PSB, em Brasília, e contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), do presidente nacional da sigla e ex-prefeito de Recife, João Campos, e do ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB).

Senador Rodrigo Pacheco se filia ao PSB
Senador Rodrigo Pacheco se filia ao PSB
Foto: Guilherme Caetano / Estadão / Estadão

Pacheco deixou o PSD de Gilberto Kassab, que passou a ocupar o governo de Minas com Matheus Simões, vice de Romeu Zema (Novo), que se desincompatibilizou do cargo em meio a negociações para a eleição presidencial em outubro.

Em seu discurso, Pacheco afirmou que o evento desta noite se trata de um ato de filiação, e não de lançamento de pré-candidatura, e que as negociações para a montagem da chapa em Minas Gerais começam a partir de agora.

O senador enalteceu a história longeva do PSB, nascido na década de 1940, e as atitudes do partido na defesa da democracia e na oposição à ditadura militar.

Pacheco afirmou que, à frente do Senado, ele enfrentou a pandemia ("em que morreram 700 mil brasileiros diante de uma reticência em relação à vacina") e uma tentativa de golpe ("quando alguns grupos minoritários pretendiam uma ruptura democrática e institucional"), numa crítica velada ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

"Defender a democracia passou a ser a causa da minha vida", declarou Pacheco.

Em sua intervenção, Alckmin também enalteceu a atuação de Pacheco como presidente do Senado para barrar a ofensiva antidemocrática de Bolsonaro.

"(Pacheco) tem uma atitudade rara hoje na política: a coragem da moderação. Tudo o que precisamos para construir pontes, diálogo, entendimento", disse o vice-presidente.

O PSD lançou nesta semana o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como postulante ao Palácio do Planalto, depois da desistência do governador paranaense, Ratinho Júnior.

Agora, num partido aliado do PT, Pacheco terá o caminho livre para disputar o governo mineiro. E poderá ter o apoio de Lula sem constrangimentos nem resistências internas.

O convite para Pacheco se filiar ao PSB foi feito num jantar com Alckmin, João e o ex-presidente da legenda, Carlos Siqueira, na semana passada. O argumento usado pelos socialistas para tentar convencer o senador foi de que, diferentemente de outros partidos em Minas, o PSB estaria fechado em torno de sua candidatura ao governo estadual.

O raciocínio visava demovê-lo da ideia de embarcar em outros partidos como, por exemplo, o MDB, que tem como pré-candidato o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo. A costura teve êxito.

Questionado como fica o Ministério do Desenvolvimento com a saída de Alckmin, que vai concorrer a vice de Lula mais uma vez, e o Ministério do Empreendedorismo, uma vez que França deve participar das eleições em São Paulo, João Campos tergiversou, sem dar definições.

A ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet, filiou-se ao PSB na semana passada visando a pré-candidatura ao Senado em São Paulo, enquanto o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), vai disputar o governo paulista. As duas eleições interessam a França e seus aliados, e até agora não há definição de seu destino.

"O nosso conjunto político vai fazer o arranjo mais adequado em São Paulo, assim como o trabalho aqui nos ministérios vai ser feito com muito zelo", respondeu Campos, enquanto Alckmin disse que França tem "estatura" para ser candidato ao Senado e para ser ministro.

Estadão
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra