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Política

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Renan Santos diz que se Fonteles for para a Fazenda podem transformá-lo em sucessor do Lula

27 out 2026 - 13h40
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Resumo
O ex-candidato Renan Santos apontou o governador do Piauí, Rafael Fonteles, como o principal nome do PT para contrapor Tarcísio de Freitas e eventual sucessor de Lula, caso assuma a Fazenda e ganhe projeção nacional. Santos avalia que o governo federal fará uma renovação no petismo e que Fonteles é o mais qualificado para essa transição. Na mesma entrevista, Santos admitiu excessos durante a campanha eleitoral ao defender propostas extremas de segurança pública sob o lema "prendeu, matou".

O candidato à presidência derrotado no primeiro turno, Renan Santos (Missão), afirmou que o governador reeleito no Piauí, Rafael Fonteles (PT), é a resposta do PT ao Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador reeleito em São Paulo. "Se colocarem ele na economia vão forjar ele como um nome nacional e talvez como um sucessor do Lula", disse em entrevista à Rádio Bandeirantes do Rio Grande do Sul nesta terça-feira, 27.

Santos disse que acredita que o próximo mandato do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) "vai fazer uma espécie de troca de guarda no petismo para certos nomes", e afirmou que o nome mais qualificado e que deve ser alvo de algum investimento do PT é o do governador do Piauí. "Para mim, o Fonteles é a resposta do PT ao Tarcísio", disse.

Arrependimentos na campanha

Além disso, Santos afirmou que passou do ponto na forma como abordou políticas de segurança pública durante a campanha eleitoral. "Há claramente a necessidade de se discutir e tratar esses temas, só que talvez eu tenha sido infeliz na forma, a forma foi por exemplo, prendeu matou, acho que eu passei do ponto na forma", disse em entrevista, ao falar sobre a pauta de retomada de territórios e combate ao crime organizado.

O seu programa de governo apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vê a violência urbana como problema que leva o Brasil para perto de se configurar como um "narcoestado". O documento fala na aplicação da doutrina jurídica conhecida como "direito penal do inimigo" e prevê punições severas a criminosos, resumida no slogan "prendeu, matou".

Estadão
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