Renan Calheiros perde governo e Senado para Lira, que tem filho mais votado para deputado em Alagoas
Ex-presidente do Congresso ficará sem mandato após 31 anos e Renan Filho perdeu governo em primeiro turno para JHC (PSDB), apoiador por Lira (PP)
Arthur Lira impôs uma derrota histórica ao clã Calheiros em Alagoas. Renan Calheiros ficou em terceiro lugar e deixará o Senado após 31 anos, superado pelo próprio Lira e por Marina JHC, ambos eleitos. No governo estadual, JHC venceu Renan Filho em primeiro turno. Consolidando sua hegemonia política com o apoio aos vitoriosos, Lira ainda celebrou a expressiva votação de seu filho, Alvinho Lira, eleito o deputado federal mais votado do estado.
BRASÍLIA - Após 31 anos e quatro mandatos consecutivos, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) estará fora do Senado a partir de 2027. O emedebista perdeu a disputa por uma das duas vagas neste domingo, 4, em Alagoas.
O candidato ao Senado mais votado foi o deputado Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara, com 28,9% dos votos. A segunda cadeira em disputa ficou com Marina JHC (PSDB-AL), que teve 28,2%.
Renan Calheiros amargou a terceira colocação, com 22,2%. Em mais de três décadas no Congresso, ele foi eleito presidente do Senado quatro vezes.
A família Calheiros também foi batida na briga pelo governo de Alagoas. Ex-prefeito de Maceió (AL), João Henrique Caldas, o JHC (PSDB), foi eleito em primeiro turno ao superar Renan Filho (MDB), ex-ministro dos Transportes do governo Lula (PT).
Com 98,86% das urnas apurados, JHC foi matematicamente eleito com 52,19% dos votos. Renan Filho tem 47,39%.
O candidato do PSDB foi apoiado por Arthur Lira na disputa ao Estado. Ele é marido de Marina JHC, eleita para o Senado.
Renan Calheiros, eleito pela primeira vez em 1994, ainda viu seu arquirrival Arthur Lira emplacar o próprio filho, Alvinho Lira (PP), como o deputado federal mais votado de Alagoas. Aos 20 anos de idade, ele teve mais de 172 mil votos.
O emedebista foi tomou posse pela primeira vez em 1995. Antes, foi deputado estadual, deputado federal e ministro da Justiça, no governo de Fernando Henrique Cardoso.
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