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Política

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Rejeição de Lula entre evangélicos não aumentou para 80% após divulgação de conversas de Moraes

INSTITUTOS DE PESQUISA NÃO REGISTRARAM VARIAÇÃO SIGNIFICATIVA NO ÍNDICE DESDE A QUEBRA DE SIGILO DAS MENSAGENS TROCADAS ENTRE DANIEL VORCARO E MINISTRO DO STF

10 set 2026 - 16h13
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Resumo
É falsa a informação de que a rejeição do presidente Lula entre evangélicos saltou para 80% após a divulgação de conversas do ministro Alexandre de Moraes com o dono do Banco Master. Checagem do Estadão Verifica revelou que os principais institutos de pesquisa, como Quaest, BTG/Nexus e Meio/Ideia, apontam estabilidade nos índices no período de análise, sem variações bruscas. Embora a rejeição no segmento permaneça alta, oscilando entre 62% e 76,6%, nenhum levantamento confirma o salto de 20 pontos.

O que estão compartilhando: que uma pesquisa teria mostrado aumento da rejeição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre evangélicos. O índice teria saltado de 60% para 80% após a revelação de conversas entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Não existe pesquisa que mostre crescimento da rejeição de Lula entre evangélicos.
Não existe pesquisa que mostre crescimento da rejeição de Lula entre evangélicos.
Foto: Reprodução/Instagram / Estadão

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é falso. Nenhuma das principais pesquisas aponta um salto de 20 pontos percentuais na rejeição de Lula entre evangélicos. Os levantamentos mostram que a rejeição já era alta e permaneceu estável. A Meio/Ideia mostrou oscilação de 74,1% (na pesquisa feita entre 31 de julho e 3 de agosto) para 76,6% (entre 4 e 7 de setembro). Na Quaest, a rejeição se manteve em 65% entre dois levantamentos (feitos entre 30 de agosto e 1º de setembro e entre 3 e 6 de setembro). O mesmo se observou na BTG/Nexus, que repetiu os 62% registrados no fim de agosto (entre os dias 28 e 30) e no início de setembro (dias 4 e 7).

Saiba mais: A publicação com a alegação falsa teve mais de 48 mil curtidas e 2,5 mil compartilhamentos no Instagram,

O Verifica analisou as principais pesquisas divulgadas entre 1º e 9 de setembro — intervalo que permite avaliar os impactos do caso na popularidade do presidente. Os principais institutos não registraram o cenário apontado pela postagem.

No dia 9 de setembro, Lula defendeu a quebra de sigilo imediata das investigações referentes ao caso do Banco Master. O petista disse que o cenário de instabilidade no Poder Judiciário é grave e defendeu transparência nos processos em andamento.

Na postagem, o presidente cita a Operação Spoofing, que prendeu os hackers responsáveis pela invasão de celulares de autoridades. A operação foi deflagrada para apurar a invasão das contas do ex-juiz Sergio Moro e do ex-procurador Deltan Dallagnol no aplicativo Telegram.

Foi a partir desta operação que se obtiveram conversas que serviriam de base para a anulação das condenações contra Lula. As defesas dos réus na Lava Jato, entre eles Lula, tiveram acesso a esse conteúdo e puderam usá-lo para contestar suas condenações.

Os números que a campanha de Lula tem em mãos que orientaram estratégia de largar a mão de Moraes

Estadão
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