PT processa Nikolas, Flávio Bolsonaro e Bia Kicis por chamarem a sigla de ‘Partido dos Traficantes’
Ações pedem indenizações e exclusão de posts relacionados; postagens foram feitas após megaoperação que matou 121 pessoas no Rio
O PT entrou com ações por danos morais contra Nikolas Ferreira, Flávio Bolsonaro e Bia Kicis por chamarem a sigla de "Partido dos Traficantes", após operação policial no RJ, pedindo indenizações e exclusão das publicações.
O Partido dos Trabalhadores (PT) entrou com ações de indenização por danos morais contra alguns parlamentares, dentre eles os deputados federais Beatriz Kicis (PL-DF) e Nikolas Ferreira (PL-MG), além do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Isso porque os políticos chamaram a sigla de ‘Partido dos Traficantes’ após a megaoperação contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro.
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A operação foi realizada na última terça-feira, 28, quando mais de 2 mil policiais estiveram no Complexo do Alemão e da Penha, o que resultou na morte de 121 pessoas, sendo 117 suspeitos e quatro policiais, segundo o governo do Estado.
Segundo o partido, os parlamentares e outros perfis no X publicaram a frase em uma “campanha virtual de degradação da honra objetiva do Partido dos Trabalhadores, tentando, de forma vil e repugnante, associar a imagem de que o requerente é alinhado com o crime organizado”.
As ações ainda apontam que a frase chegou a ficar no trending topics da plataforma, com mais de 217 mil posts, entre comentários e compartilhamentos. O PT pediu para que a Justiça determine a exclusão das postagens em caráter liminar, e que os parlamentares indenizem o partido em R$ 40 mil. Já para as pessoas anônimas, o pedido de R$ 10 mil para indenização.
Ainda no sábado, 1º, os juízes de plantão Tiago Fontes Moretto e Ricardo Rocha Leite entenderam que não havia urgência no caso, portanto, os pedidos serão analisados em caráter normal e não de urgência.
“Em outras palavras, os requerimentos sujeitos à análise pelo juiz plantonista são aqueles que correm risco de perecimento durante o período de plantão, o que não é o caso dos autos”, declararam ambos os magistrados.
O Terra solicitou um posicionamento via gabinete aos parlamentares, mas não teve retorno até o momento. O espaço permanece aberto para manifestação.