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Prisão de Temer: 46m², TV, ar condicionado e 'sala de apoio'

25 mar 2019
12h32
atualizado às 13h02
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O ex-presidente Michel Temer (MDB), preso na Operação Descontaminação, na quinta-feira, 21, está acomodado em uma sala de 46,52m² na Superintendência da Polícia Federal no Rio. A Operação Lava Jato afirma que o emedebista lidera um esquema que teria se beneficiado ou recebido promessa de R$ 1,8 bilhão em propina durante 40 anos. A investigação apontou que Temer teria sido beneficiário de R$ 1 milhão da construção da Usina de Angra 3, obra pivô de sua prisão. A defesa do ex-presidente nega que ele tenha cometido qualquer irregularidade e aponta abusos na prisão.

O ex-presidente Michel Temer (MDB) ao deixar uma área reservada do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (SP), de onde seguiu para embarque em um avião da Polícia Federal rumo ao Rio de Janeiro, nesta quinta-feira, 21
O ex-presidente Michel Temer (MDB) ao deixar uma área reservada do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (SP), de onde seguiu para embarque em um avião da Polícia Federal rumo ao Rio de Janeiro, nesta quinta-feira, 21
Foto: WERTHER SANTANA / Estadão Conteúdo

O local onde o ex-presidente está preso é composto por uma sala com 33,83m², uma sala de apoio de 7,79m² e um banheiro de 4,9m². A acomodação é climatizada com ar condicionado central, tem sofá, mesa, televisão, cadeiras e chuveiro elétrico.

As informações sobre as condições de Temer na PF foram comunicadas pela Procuradoria Regional da República da 2.ª Região (PRR-2) ao desembargador Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal da 2.ª Região (TRF-2), relator do habeas corpus de Temer.

A Procuradoria enviou ao magistrado um croqui das dependências nas quais Temer se encontra. Nesta quarta-feira, 27, o tribunal vai julgar o pedido da defesa do ex-presidente.

Temer está preso na PF por decisão do juiz Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Federal do Rio. O magistrado atendeu a um pedido da defesa do ex-presidente. O Ministério Público Federal havia solicitado que o emedebista ficasse custodiado na Unidade Prisional da Polícia Militar do Estado, em Niterói, onde estão outros investigados da Operação Descontaminação, como o coronel João Baptista Lima Filho e o ex-ministro Moreira Franco.

"A despeito da manifestação do Ministério Público Federal, que reiterou o requerimento anterior, para que o investigado Michel Temer fique custodiado na Unidade Prisional da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, entendo que o tratamento dado aos ex-presidentes deve ser isonômico, uma vez que o ex-presidente Lula está custodiado na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba", ponderou Bretas, na ocasião.

O juiz destacou que a Superintendência da PF no Rio informou a ele que "tem condições" de custodiar Temer.

Também foram presos na Descontaminação o ex-ministro Moreira Franco (Minas Energia), o coronel reformado da Polícia Militar João Baptista Lima Filho - o coronel Lima -, sua mulher de Maria Rita Fratezi, os empresários Carlos Alberto Costa, Carlos Alberto Costa Filho, Vanderlei de Natale e Carlos Alberto Montenegro Gallo. Alvos de prisões temporárias, Rodrigo Castro Alves Neves e Carlos Jorge Zimmermann foram soltos pela desembargadora Simone Schreiber, plantonista do Tribunal Regional Federal da 2ª Região.

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Estadão
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