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Política

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Planalto recua e desiste de enviar agora projeto sobre regulação de redes sociais ao Congresso

Diante de ambiente político conturbado, Lula vai encaminhar ao Legislativo somente proposta com medidas econômicas direcionadas às big techs

16 set 2025 - 22h48
(atualizado às 23h06)
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BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um recuo estratégico e, ao menos por enquanto, desistiu de enviar para análise do Congresso o projeto de lei que regula as redes sociais no Brasil.

Mesmo assim, o governo encaminhará ao Legislativo a proposta com medidas para combater a concorrência desleal nos mercados digitais.

O Palácio do Planalto avaliou que, diante do ambiente político conturbado no Congresso - com o imbróglio em torno da proposta de anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aos envolvidos na trama golpista - era melhor focar no projeto antitruste, de regulação econômica das big techs.

Lula não tem dúvidas de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quer interferir nas eleições de 2026 no Brasil usando as big techs e a Inteligência Artificial.

O texto com medidas econômicas mais rígidas será enviado ao Congresso nesta quarta-feira, 17, mesmo dia em que Lula sancionará o projeto que estabelece obrigações às plataformas para combater a "adultização" nas redes sociais e proteger crianças e adolescentes no ambiente digital.

Em entrevista ao SBT Brasil, no último dia 5, o presidente disse que o governo vai enquadrar as gigantes da tecnologia. "Queremos regular e vamos regular, doa a quem doer", afirmou Lula. "Não pode brincar com a verdade. Não, não é censura. Quando você fala em regular, fala em censura? O país tem que ter regras. O que vale na vida real, vale na digital", completou.

Em junho, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o artigo 19 do Marco Civil da Internet é parcialmente inconstitucional e ampliou as obrigações das plataformas no País. A Corte estabeleceu que as redes sociais podem ser responsabilizadas por conteúdos danosos publicados por usuários, caso não os removam, mesmo sem ordem judicial.

Estadão
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