Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Política

PGR denuncia Zambelli ao STF por invasão do sistema do CNJ e mandado fake de prisão de Moraes

Defesa de Zambelli diz que vai demonstrar que a deputada não praticou as infrações penais pelas quais foi acusada

23 abr 2024 - 13h55
(atualizado às 14h24)
Compartilhar
Exibir comentários
Walter Delgatti Neto diz que Carla Zambelli o contratou para invadir 'qualquer sistema do Judiciário'; deputada nega
Walter Delgatti Neto diz que Carla Zambelli o contratou para invadir 'qualquer sistema do Judiciário'; deputada nega
Foto: Reprodução/Instagram/Carla Zambelli / Estadão

A Procuradoria-Geral da República denunciou a deputada Carla Zambelli e o hacker Walter Delgatti no caso da invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A acusação foi apresentada ao Supremo Tribunal Federal nesta terça-feira, 23. Os dois haviam sido indiciados por supostos crimes de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica.

A defesa de Zambelli diz que vai demonstrar que a deputada não praticou as infrações penais pelas quais foi acusada. "Inexiste qualquer prova efetiva que ela tivesse de alguma forma colaborado, instigado e ou incentivado o mitômano Walter Delgati a praticar as ações que praticou", anotaram os advogados Daniel Bialski, Bruno Borragine, Daniela Woisky e André Bialski.

A reportagem do Estadão pediu manifestação da defesa do hacker. O espaço está aberto para manifestações.

A decisão sobre o eventual recebimento da denúncia caberá ao Plenário do STF, julgamento que ainda não tem data para ocorrer. O ministro Alexandre de Moraes, relator, ainda deverá liberar os autos para que o presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso, agende uma data para que os ministros se debrucem sobre o caso.

Quando o inquérito foi finalizado, a Polícia Federal destacou que uma série de documentos apreendidos com Zambelli correspondiam a arquivos inseridos por Delgatti no CNJ, o que, para a corporação, mostra que ela participou da invasão. Entre esses arquivos está o mandado de prisão falso em que o ministro Alexandre de Moraes teria determinado sua própria prisão.

Em depoimento, Delgatti sustentou que teria recebido R$ 40 mil de Zambelli para invadir sistemas do Judiciário. A conclusão da Polícia Federal, no entanto, foi no sentido de que as transferências feitas ao hacker teriam ocorrido para a compra de garrafas de uísque, revendidas por 'Vermelho' ao assessor da bolsonarista.

A fase ostensiva da investigação, batizada 3FA, foi aberta em agosto, com a prisão de Delgatti e a realização de buscas em endereços de Zambelli. Em oitiva antes da deflagração da Operação, o hacker chegou a citar o ex-presidente Jair Bolsonaro, narrando um encontro no Palácio do Alvorada.

COM A PALAVRA, A DEFESA DA DEPUTADA

A defesa da Deputada Carla Zambelli recebeu com surpresa o oferecimento da denúncia em seu desfavor, já que inexiste qualquer prova efetiva que ela tivesse de alguma forma colaborado, instigado e ou incentivado o mitômano Walter Delgati a praticar as ações que praticou. A narrativa dele acusando a Deputada e terceiras pessoas foi desmentida pela própria investigação, e a defesa irá exercer sua amplitude para demonstrar que ela não praticou as infrações penais pelas quais foi acusada.

Estadão
Compartilhar

Comentários

As opiniões expressas nos comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Terra.

Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra