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Política

PF faz operação contra fraudes no INSS com prejuízo estimado de R$ 4,6 milhões

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão e de prisão temporária em São Luís Barreirinhas e Tutóia, no Maranhão, e em Parnaíba, no Piauí

8 abr 2026 - 09h41
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A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira, 8, a Operação Recidiva para avançar na investigação de fraudes contra o sistema previdenciário. A ação é um desdobramento da Operação Transmissão Fraudulenta, que apurou a atuação de um grupo criminoso responsável pela inserção de vínculos empregatícios inexistentes em sistemas federais com o objetivo de viabilizar a concessão irregular de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Nesta fase, são investigados intermediários responsáveis por cooptar "clientes", além de suspeitos que atuariam para viabilizar a liberação dos benefícios. De acordo com a PF, o prejuízo decorrente da concessão de 50 benefícios já identificados é de aproximadamente R$ 4,6 milhões.

Operação ocorreu em cidades do Maranhão e do Piauí; prejuízo decorrente da concessão de 50 benefícios já identificados é de aproximadamente R$ 4,6 milhões
Operação ocorreu em cidades do Maranhão e do Piauí; prejuízo decorrente da concessão de 50 benefícios já identificados é de aproximadamente R$ 4,6 milhões
Foto: Divulgação/PF / Estadão

A ação foi realizada no Maranhão e no Piauí, com participação da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social, do Ministério da Previdência Social e da Coordenação-Geral de Apuração e Cobrança Administrativa de Benefícios.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão e de prisão temporária nas cidades de São Luís (MA), Barreirinhas (MA), Tutóia (MA) e Parnaíba (PI).

Ao todo, 32 policiais federais cumpriram oito mandados de busca e apreensão e seis de prisão temporária, expedidos pela 2.ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Maranhão, com base em representação da PF. Também foram autorizadas medidas cautelares, como quebra de sigilos bancário e fiscal, além de arresto de bens e bloqueio de valores dos investigados.

Caso as suspeitas sejam confirmadas, os investigados poderão responder por estelionato majorado contra o INSS, associação criminosa, falsificação de documento público, falsidade ideológica, falsa identidade, inserção de dados falsos em sistema de informações e lavagem de capitais.

Estadão
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