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Pezão declara inocência e diz: "já fui julgado e condenado"

Governador do Rio de Janeiro comentou a abertura de inquérito por parte do STJ, depois de ser citado na delação premiada de Paulo Roberto Costa como suposto beneficiário de esquema na Petrobras

13 mar 2015
12h30
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O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), não só se declarou inocente, na manhã desta sexta-feira, como ainda reclamou que “já fui julgado e condenado, agora que vou ter o meu direito de defesa”, após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) ter autorizado a abertura de inquérito para investigá-lo. Pezão foi citado na delação premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa como suposto beneficiário do esquema de corrupção na estatal na Operação Java Jato. 

<p>"Nunca tive problema nenhum com a Justiça", afirmou Luiz Fernando Pezão</p>
"Nunca tive problema nenhum com a Justiça", afirmou Luiz Fernando Pezão
Foto: Ale Silva / Futura Press

“Veja o nível de exposição que a gente é submetido por uma delação premiada. Ou seja, uma pessoa que quer se livrar de suas penas joga uma inverdade dessa no ar. Uma pessoa captadora de recursos de outra candidatura, acho que se deveria dar o direito de resposta”, disse o governador, após reunião na sede da Rio Previdência, no centro do Rio de Janeiro.

A tal outra candidatura citada por Pezão foi a de seu rival no ano passado, o senador petista Lindbergh Farias (PT), também citado na delação e que teve inquérito aberto para investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) – no caso dos governadores, a esfera jurídica é o STJ.

“Meu sigilo está aberto, toda a minha conta bancária. Tenho minha declaração de renda publicada em Diário Oficial do Estado, que era um compromisso que eu tinha assumido. Eu tenho uma vida de 32 anos na política que eu me orgulho muito, nunca tive problema nenhum com a Justiça”, reiterou o governador.

Na delação de Paulo Roberto Costa, Pezão é citado como participante de uma reunião em que foi definido como propina a quantia de R$ 30 milhões que teriam sido desviados da empresa para o caixa 2 da campanha de Sérgio Cabral à reeleição como governador, em 2010. Cabral também será investigado pelo STJ, assim como ex-chefe da Casa Civil estadual, Régis Fichtner – que seria o operador do esquema que levantou verbas que teriam sido usadas na campanha do atual governador no ano passado.

“Nunca soube, não participei de reunião nenhuma. A mesma coisa o governador Sérgio Cabral e o Regis Fichtner. A delação que teve um pedido de ajuda num palácio, num hotel, num bairro que ele não sabe onde é. Imagina, não existem R$ 30 milhões voando por aí”, declarou o governador. “Estou sendo acusado de algo que não aconteceu”.

Na mesma investigação, também teve pedido de abertura de inquérito o atual governador do Acre, Tião Viana (PT). Ele também citou em nota “os dedos sujos da injúria” e negou qualquer tipo de envolvimento no esquema. 

Fonte: Terra
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