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Petistas elogiam Graça Foster, mas defendem mudança

Para presidente do partido, mudanças na diretoria da Petrobras devem fortalecer empresa diante de desgaste

4 fev 2015
14h19
atualizado às 14h26
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Graça Foster renunciou à presidência da Petrobras
Foto: Sergio Moraes / Reuters

Petistas elogiaram nesta quarta-feira a postura de Graça Foster, que renunciou à presidência da Petrobras, mas reconheceram a necessidade de mudança na estatal diante das denúncias de corrupção que atravessa. Para o presidente do partido, Rui Falcão, a mudança na diretoria será importante para fortalecer uma empresa desgastada.

“Eu acho que as mudanças se dão para fortalecer a empresa. Havia muitas críticas, havia desgaste, e quando isso ocorre, não há nenhum desvio ético da presidente Graça Foster, não há nenhuma denúncia contra ela. São decisões de ordem administrativa que ocorrem por motivação da diretoria atual”, disse o presidente do PT, após reunião da bancada do partido na Câmara dos Deputados.

Os deputados petistas souberam da renúncia de Graça Foster durante o encontro. Depois de aclamado líder do partido, o deputado Sibá Machado (AC) interrompeu a reunião para comunicar aos colegas sobre a nota que informava a renúncia da presidente e de outros cinco diretores.

Ontem, a presidente Dilma Rousseff se reuniu com sua amiga Graça Foster no Palácio do Planalto, onde teria acertado um cronograma para a sua saída até março. Entretanto, a estatal confirmou antecipadamente a mudança, que deve ser definida em reunião na sexta-feira.

A saída da presidente ocorre uma semana após a divulgação do balanço que não levou em conta perdas com a corrupção. Em comunicado a acionistas, Graça Foster, no entanto, estimou R$ 88 bilhões de ativos superavaliados.

Em dezembro do ano passado, Dilma defendeu a chefe da Petrobras em um encontro com jornalistas e disse que a demissão não era necessária. Petistas que participaram do encontro da bancada concordam com a avaliação sobre a honestidade de Graça Foster, que também é filiada ao PT, mas dizem que o momento era insustentável.

“Ela fez um trabalho muito importante, agora, a partir de um certo momento, fica insustentável. Está até um pouco tarde, mas vamos acertar”, avaliou o deputado Carlos Zarattini (PT-SP).

Para Paulo Teixeira (PT-SP), é preciso colocar a Petrobras de volta nas páginas de economia dos jornais. “A Graça Foster é uma pessoa honesta, mas a Petrobras carecia de uma mudança na sua gestão para que ela saia das páginas políticas e volte para as páginas de economia dos jornais”, disse. "Eu acho que o tema da descoberta da existência de um cartel da Petrobras fez com que a Petrobras perdesse governabilidade. É fundamental que uma empresa desse porte tenha outro tipo de governança que possa atravessar esse momento e fazer com que a Petrobras lidere esse tipo de mercado", reconheceu.

Maria das Graças Foster, 61 anos, assumiu a presidência da Petrobras em 2012 em substituição a José Sérgio Gabrielli, que havia sido indicado durante o governo Lula. Graça Foster, como prefere ser chamada, é formada em engenharia química e entrou na estatal como estagiária em 1978.

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Fonte: Terra
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