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Política

'Perda de R$ 40 bilhões é apenas primeiro efeito', diz Eduardo Bolsonaro sobre queda de bancos após decisão de Dino

Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro está articulações contra o Brasil junto ao governo Trump

20 ago 2025 - 10h01
(atualizado às 10h43)
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Resumo
Eduardo Bolsonaro afirmou que a perda de R$ 40 bilhões nos bancos é só o início dos efeitos da decisão de Flávio Dino sobre leis estrangeiras, destacando riscos econômicos e defendendo anistia para investigados como estratégia política.
Bancos brasileiros perdem R$ 41 bi em valor de mercado após decisão de Dino sobre Lei Magnitsky:

Após as ações dos principais bancos brasileiros despencarem na Bolsa de valores brasileira, a B3, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) disse que este é "apenas o primeiro efeito" da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, de que leis e decisões estrangeiras não se aplicam a brasileiros no Brasil. 

"A perda de mais de R$ 40 bilhões é apenas um primeiro efeito, aguardem, pois em casos anteriores foram aplicadas pesadas multas por vezes de bilhões de dólares a bancos que desrespeitaram essas sanções", afirmou Eduardo, em entrevista ao Jornal da Record News, na noite de terça-feira, 19. 

A decisão em questão de Dino refere-se a um processo movido na Inglaterra contra as minerados Vale e BHP pela tragédia de Mariana, de 2015. Porém, ela abriria precedente para a interpretação de que a lei Magnitsky, aplicada sobre o também ministro Alexandre de Moraes, não teria validade no Brasil, com risco das empresas que a seguirem receberem punições no País.

Eduardo Bolsonaro (PL-SP) deu entrevista de sua casa nos Estados Unidos
Eduardo Bolsonaro (PL-SP) deu entrevista de sua casa nos Estados Unidos
Foto: Reprodução/Record News

Eduardo Bolsonaro defendeu que a lei Magnitsky não possui "graus de aplicação". "É sim ou não, é preto no branco. Alexandre Moraes, violador de direitos humanos, tem uma conta neste banco, este banco não terá acesso ao mercado norte-americano e como todos os grandes bancos brasileiros, instituições financeiras dependem de circular dentro do sistema financeiro dos Estados Unidos, por óbvio um desligamento deles teria como consequência a quebra desse banco", afirmou. 

O deputado, que está licenciado nos Estados Unidos, também disse que acredita que "a liberdade está acima da economia", defendendo que o governo brasileiro só deve avançar nas negociações com a gestão de Donald Trump caso ceda à anistia dos investigados pelo 8 de janeiro e intervenha no julgamento de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). 

"Eu, inclusive, alertei aquela delegação de senadores que veio aos Estados Unidos, ou mesmo governadores mais à direita, dizendo que não vai surtir o efeito você tratar dessa questão com os EUA apenas pelo viés comercial. O próprio Trump, em sua carta, abre dizendo que existe uma crise institucional no Brasil e é por isso que o meu humilde conselho é que uma sinalização que colocaria o Brasil numa boa posição, numa mesa de negociação com o governo Trump, seria colocar em pauta a anistia para começar a sarar essa ferida que está aberta no Brasil", defendeu o deputado.

Eduardo também comentou as críticas feitas pelo seu irmão, o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), que chamou governadores alinhados à direita que ainda não se manifestaram em defesa de seu pai de "ratos". O deputado licenciado concordou com a postura do irmão e disse que ele foi "suave nas críticas".  

Fonte: Redação Terra
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