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Política

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PDT é o primeiro partido a oficializar o apoio à reeleição de Lula em convenção

Legenda aprovou a aliança por unanimidade em convenção com a presença do presidente

20 jul 2026 - 19h46
(atualizado às 20h21)
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BRASÍLIA e SÃO PAULO - O PDT confirmou, em convenção nacional realizada nesta segunda-feira, 20, o apoio à candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O petista participou da parte final do evento, comandado pelo ex-ministro e presidente nacional do PDT Carlos Lupi e que também contou com o presidente do PT, Edinho Silva.

Além do PDT, outros partidos de esquerda devem confirmar o apoio a Lula em suas convenções nos próximos dias. Estarão na chapa o PSB, do vice-presidente Geraldo Alckmin e a federação PSOL/Rede. O PV e o PCdoB também dão apoio a Lula, já que fazem formalmente parte da federação com o PT, que irá lançar oficialmente o nome do presidente na convenção do dia 2 de agosto.

Em seu discurso, Lula relembrou das disputas com Leonel Brizola, principal figura histórica da sigla, e o apoio do pedetista a ele em 1998, reclamou do cenário atual. "O Brasil sente saudade do tempo que a gente fazia política nesse país com um pouco de descência com um pouco de respeitabilidade", disse.

Além disso, Lula desafiou o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, a fazer campanha para Flávio Bolsonaro. "Se o secretário de Estado americano, Marco Rubio, quiser vir apoiar meu adversário, que venha. Que monte o comitê. Pois a gente vai derrotar todos em nome da defesa da democracia no Brasil".

PDT confirma em convenção o apoio a Lula
PDT confirma em convenção o apoio a Lula
Foto: @pdt_nacional via Youtube/Reprodução / Estadão

Durante o evento, o senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo e integrante do diretório nacional do PDT, disse que a decisão do partido de apoiar a reeleição de Lula é "política e estratégica" e que o PDT precisa trabalhar em um projeto para o Brasil ainda assim. Ele disse sonhar "ver o PT apoiando esse projeto".

"Quando o PDT toma decisão política e estratégica de apoiar a reeleição de Lula, não é posição de abrir mão de seus projetos e da construção de ser protagonista de uma bandeira para o Brasil. Isso nós teremos em um momento, e sonharemos em ver o PT apoiando esse projeto", afirmou.

Weverton disse que o partido "não faltou ao Brasil" e deu apoio ao petista desde antes de sua posse em 2023. Elogiou a decisão do PDT de apoiar a reeleição de Lula e afirmou que o petista "pôde contar com a bancada do PDT e nossa articulação no Congresso" desde a aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) conhecida como PEC da transição.

"O PDT é o primeiro partido realizando a convenção partidária, o primeiro partido a dizer sim para a reeleição do presidente Lula. Um partido que, em todas as pautas que tivemos no Congresso, não faltou ao Brasil. O presidente, desde o dia em que ganhou a eleição, antes de tomar posse, já pôde contar com a bancada do PDT e nossa articulação no Congresso", declarou.

Democracia está em xeque porque países democráticos votam, mas a vida não muda

Presente à convenção, o presidente do PT, Edinho Silva, disse que a democracia está sendo colocada em xeque mundo afora porque os países democráticos "votam, votam e votam, mas a vida não muda". Também disse que a direita usa o sentimento antissistema atual para levar adiante bandeiras do fascismo.

Ele afirmou que esta é a eleição "mais importante das nossas vidas" e que a vitória de Lula "significa sinalizarmos para a América Latina que é possível vencer a ultradireita". Em vários países vizinhos, líderes de direita venceram as eleições nos últimos meses - os últimos são o Peru e a Colômbia. Antes, Bolívia e Chile também viram líderes da direita eleitos.

"O fascismo está crescendo no mundo, na sua expressão mais cruel. A xenofobia avança no mundo. Estamos vivendo um período que a humanidade não vivenciava desde o pré da segunda guerra mundial", disse.

"A democracia está sendo colocada em xeque porque sociedade dos países democráticos vota, vota e vota, mas a vida não muda", completou.

Edinho disse que "achávamos que pós-segunda guerra mundial não fôssemos viver perseguição a imigrantes como estamos vendo". Ele afirmou que "a ONU está sendo destruída enquanto instrumento de mediação, massacres estão sendo feitos, territórios sendo ocupados, com a única justificativa de apropriação de riquezas naturais".

Estadão
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