'Os americanos não vão resolver um problema que é nosso', diz Ronaldo Caiado
Segundo o candidato do PSD, tem faltado 'ação' por parte do atual governo para combater a criminalidade
O candidato do PSD à Presidência da República e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, disse nesta segunda-feira, 17, que os Estados Unidos não podem resolver um problema que é "nosso" em relação ao combate às organizações criminosas brasileiras. Caiado havia sido questionado se ele apoiaria a classificação de organizações como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como terroristas pelo governo dos Estados Unidos.
"Os americanos não vão resolver um problema que é nosso. Não tenho preocupação nenhuma com os americanos. Quem vai resolver esse problema somos nós", disse Caiado em conversa com a imprensa, após participar de evento organizado pelo Grupo Voto na capital paulista.
Segundo o ex-governador goiano, tem faltado "ação" por parte do atual governo para combater a criminalidade, de modo que as facções brasileiras já se espalharam para países vizinhos.
Caiado disse que, entre as alternativas está a criação de uma polícia comum aos países que fazem fronteira com o Brasil. Segundo ele, isso facilitaria a cooperação e troca de informações.
Caiado critica ministro da Fazenda de Lula
Ronaldo Caiado afirmou, também nesta segunda-feira, que há uma diferença entre o que o ministro da Fazenda (Dario Durigan) prega e o mundo real da economia. A fala foi feita durante a 27ª Conferência Anual Santander, em São Paulo.
"Quando você pega uma resposta do ministro da Fazenda, o Brasil está excelente, não tem problema, não vai ter nenhum problema, o arcabouço tá mantido, tá preservado, emprego tá bombando, capacidade de produzir cada vez maior e tal. Aí você vem para a vida como ela é, você vê hoje, não é só apenas ela, mas a Casas Bahia pediu agora recuperação judicial", disse.
"Varejo ta quebrado", disse ele. "Você vê um governo aumentando seus gastos cada vez mais, usando seu passe acima do arcabouço, que utiliza Medida Provisória para poder criar uma fonte de despesa que é crédito extraordinário, que na Constituição brasileira só é possível de guerra e calamidade", concluiu.
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