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Oposição pede impeachment de Bolsonaro em nota de repúdio

Em nota, PDT, PCdoB, PSOL, PSB, PT e Rede também criticam declaração de Augusto Heleno

23 mai 2020
13h55
atualizado às 14h09
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Partidos de oposição da Câmara assinaram na sexta-feira (22) nota conjunta de repúdio às declarações feitas pelo presidente Jair Bolsonaro e ministros de Estado na reunião de 22 de abril (assista aos vídeos). O texto é assinado por PDT, PCdoB, PSOL, PSB, PT e Rede. O grupo reforça o pedido de impeachment de Bolsonaro, além de repudiar a nota publicada por Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), sobre uma eventual apreensão do celular do presidente.

Oposição pede impeachment de Bolsonaro em nota de repúdio
Oposição pede impeachment de Bolsonaro em nota de repúdio
Foto: fdr

"A reunião ministerial revela o baixo nível dos integrantes do atual governo. Como bárbaros, jogam a República no caos, desrespeitam as leis, as instituições e ignoram a Constituição", afirmam na nota. Para a oposição, o vídeo "acelera a crise institucional, pois revela nitidamente como Bolsonaro e seus ministros desprezam as instituições e o povo brasileiro".

Os partidos afirmam no texto que o vídeo desfaz "qualquer legitimidade" do governo e "indica a tentativa de formação de milícias em defesa de um projeto antinacional e antidemocrático".

"O processo de impeachment de Bolsonaro deve ser aberto o mais rápido possível, para a retirada de um presidente incapaz, irresponsável e danoso ao País". O Congresso acumula 35 pedidos de impeachment de Bolsonaro - o último foi protocolado na quinta-feira, 20.

Além disso, para as legendas de oposição, a "nota à nação brasileira" de Heleno, publicada com aval do presidente, é um ataque "inaceitável" ao Supremo Tribunal Federal. Ontem, o ministro divulgou texto em que alerta autoridades para "consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional", caso o telefone de Bolsonaro seja entregue para análise.

Na visão dos partidos, as manifestações de Heleno são "contrárias aos preceitos democráticos". Ressaltam ainda que "nenhuma autoridade está acima da Constituição e das leis".

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Estadão
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