Nunes Marques defende urna eletrônica e diz que duvidar do sistema eleitoral é 'desconvidar' eleitor
Fala do presidente do TSE ocorreu em um evento em Brasília, que marcou o encerramento de uma semana de atividades sobre o sistema de votação brasileiro
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, defendeu neste domingo, 9, as urnas eletrônicas e o sistema de votação brasileiro, reforçando que duvidar do processo eleitoral é "desconvidar o eleitor brasileiro a participar da maior festa democrática do Brasil". A declaração foi dada em um discurso durante a Corrida pela Democracia, um evento para marcar o fim de uma semana de atividades em prol do sistema de votação brasileiro.
"Ao longo de três décadas, o sistema brasileiro de votação consolidou sua credibilidade por meio do aperfeiçoamento tecnológico e de mecanismos de fiscalização e auditoria, garantindo fiscalização e transparência no processo eleitoral e nos resultados das urnas. Desacreditar o sistema de votação brasileiro é desconvidar o eleitor brasileiro a participar da maior festa democrática do Brasil", disse Nunes Marques no evento, que ocorreu no Autódromo Internacional Nelson Piquet.
No início da semana, Nunes Marques já havia defendido o sistema eleitoral, afirmando que as urnas eletrônicas são "patrimônio da democracia brasileira".
O episódio ocorreu em meio a uma sequência de casos envolvendo ataques às urnas eletrônicas: Flávio Bolsonaro citou dado falso em reunião com embaixadores, e o governo dos Estados Unidos tentou enviar dois oficiais ao Brasil para questionar o sistema eleitoral. Os vistos, porém, foram negados.
Após o governo brasileiro negar visto aos oficiais americanos, a embaixada dos Estados Unidos confirmou presença em uma reunião do presidente do Tribunal Superior Eleitoral com cerca de 40 diplomatas no próximo dia 17. Nunes Marques pretende apresentar o sistema eleitoral de votação aos embaixadores e desmentir boatos sobre as urnas eletrônicas.
Ministros do TSE cobravam que Nunes Marques defendesse publicamente a credibilidade da urna eletrônica. Membros do tribunal reclamaram que ele não se pronunciou quando Flávio Bolsonaro espalhou informação falsa sobre o equipamento. A história foi desmentida apenas pela equipe do ministro.
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